Alguém pode vender um Trabalho de Conclusão de Curso ou uma Dissertação de Mestrado?

 

Fim de semestre, correção de provas, bancas de trabalho de conclusão de curso ocorrendo a todo vapor, professores analisando vários trabalhos em um curto espaço de tempo. Quem nunca passou por esta situação? No meio destas atividades, alguns professores conseguem, ainda, detectar plágios em alguns trabalhos. Foi justamente isto que aconteceu em uma banca na qual participei, como convidado, neste semestre.

 

As empresas que comercializam tais trabalhos estão se profissionalizando a cada dia. A um bom tempo o problema rompeu a barreira da graduação e atinge professores e orientadores que trabalham nos programas de pós-graduação. Veja só alguns casos:

 

“Uma dissertação de mestrado ou uma tese de doutorado de 150 páginas pode ser comprada por R$ 2.000,00 em empresas especializadas. O prazo de entrega varia de um a dois meses. O negócio se profissionalizou de tal forma que a qualidade das monografias, teses e dissertações feitas sob encomenda é reconhecida pelas bancas examinadoras de instituições famosas pela produção intelectual qualificada. Um dos profissionais entrevistados pela Folha vendeu uma dissertação na área de economia, aprovada pela Fundação Getúlio Vargas, no Rio, e uma na área de literatura, que será defendida em breve perante uma banca da Universidade de São Paulo (USP). O autor dos trabalhos é R. M., 36, mestre, doutor e professor de filosofia de uma importante universidade carioca. Ele afirmou que a empresa para a qual presta serviços de “pesquisador” é uma pequena indústria que chega a produzir teses de doutorado até na área de medicina”. (fonte: Folha Online – Educação – Comércio de teses e dissertações atrai pós-graduandos – 07/11/2005, http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u18009.shtml, consultado em 08/07/2008).

 

“Recebemos o seu pedido para a elaboração de uma PESQUISA. Ao analisarmos lhe enviamos um e-mail de resposta com um ORÇAMENTO…” (http://www.monografiasonline.com.br/como-trabalhamos.html em 07/04/2008).

 

“Sua monografia será realizada por uma empresa legalizada e com CNPJ, contando com um time de professores (mestres e doutores) nos mais variados ramos do conhecimento. Temos o orgulho de oferecer somente o melhor em matéria de monografias. Saiba mais sobre nossa entidade e nosso trabalho em monografia”. (trecho retirado do endereço http://www.monografiaac.com.br em 07/04/2008).

 

Ao analisar as citações, surgem as seguintes questões: Como evitar que nossos alunos apelem a tais empresas para confeccionar seus TCCs (Trabalhos de Conclusão de Curso)? Além de apelarem para tais empresas, alguns alunos, ainda, copiam trabalhos inteiros da Internet e apresentam como se fosse um TCC (Trabalho de Conclusão de Curso). Como minimizar essa situação? O que fazer quando um caso de plágio for detectado?

 

Na tentativa de responder algumas das questões acima, a Área de Informática (responsável pelos cursos de Tecnologia em Processamento de Dados (TPD) e Bacharelado em Ciência da Computação (BCC)) da Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA) implementou uma sistemática alicerçada no ACOMPANHAMENTO do aluno para o desenvolvimento do TCC. O desenvolvimento TCC na FEMA é dividido em duas etapas:

 

·          Etapa de configuração, cujo objetivo é proporcionar ao aluno: o conhecimento das normas que regem o TCC (essas normas podem ser obtidas no endereço http://users.femanet.com.br/tccinf); e a escolha de um tema para pesquisa. Nesta etapa os alunos participam de um curso de metodologia de pesquisa. No curso o pré-projeto da pesquisa é apresentado e avaliado pelo professor. As considerações são submetidas para o aluno e para o professor orientador.

·          Etapa de orientação fase 1, cujo objetivo é qualificar o trabalho de conclusão de curso perante uma banca examinadora.

·          Etapa de orientação fase 2, cujo objetivo é desenvolver o projeto qualificado para, posteriormente, defendê-lo.

 

É importante salientar que durante a etapa de orientação, orientadores e orientados são obrigados a se encontrarem, para a realização de reuniões. A comissão de trabalho de conclusão de curso recebe, periodicamente, relatórios de cada professor, posicionando o número de encontros realizados com os alunos.

 

Além do ACOMPANHAMENTO vários professores utilizam o software Farejador de Plágio (FdP) para detectar se o aluno não copiou o trabalho da Internet (http://br.geocities.com/farejadordeplagio/perguntas.html).

 

Em 2004, antes de implementar a sistemática apontada neste texto, o curso de TPD possuía 42 alunos desenvolvendo o TCC. Desses alunos, 31 (73,81%) concluíram o trabalho, 11 (26,19%) desistiram durante o processo e, conseqüentemente, foram reprovados. Já o curso de Bacharelado em Ciência da Computação, no mesmo ano, possuía 35 alunos matriculados na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso, sendo que 31 (88,57%) concluíram tal trabalho e 4 (11,43%) não concluíram tal disciplina. Salienta-se que 2 alunos (um de cada curso) foram reprovados devido ao plágio. Em 2005, o curso de Tecnologia em Processamento de Dados possuía 43 alunos matriculados na disciplina de Trabalho de Conclusão de Curso, 28 (65,12%) foram aprovados e 15 (34,88%) foram reprovados ou desistiram. O curso de Bacharelado em Ciência da Computação possuía 31 alunos matriculados na disciplina de TCC, 27 (87,10%) foram aprovados e 4 (12,90%) foram reprovados ou desistiram. Sete reprovas foram motivadas devido ao plágio ou a compra do TCC em “empresa prestadoras de serviço de pesquisa”. Já em 2006 os cursos de BCC e TPD tiveram 76 matriculados na disciplina de TCC, 23 foram reprovados ou desistiram. Três (2 no BCC e 1 no TPD) foram motivadas por plágio. Por fim, em 2007 os cursos tiveram 67 matriculados e 25 reprovas ou desistências. Ressalta-se que em 2007 não foi detectado nenhum caso de plágio.

 

Um texto completo retratando a sistemática implementada na FEMA pode ser acessado neste link (texto a ser apresentado no XVI Congreso Iberoamericano de Educación Superior en Computación – 08 e 09 de setembro de 2008).

 

Por fim, se você possui alguma experiência no desenvolvimento da disciplina de TCC compartilhe conosco.

 

Ah… Nunca aceite prestar serviço de pesquisador para alguma dessas empresas.

 

José Augusto Fabri

Fundação Educacional do Município de Assis

Faculdade de Tecnologia de Ourinhos

 

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15 Responses to “Alguém pode vender um Trabalho de Conclusão de Curso ou uma Dissertação de Mestrado?”

  1. Ótima metodologia adotada. O acompanhamento realmente pode eliminar ou reduzir muito o plágio.

    Fiquei rindo aqui por causa do Farejador de Plágio (FdP)… Dependendo do ponto de vista, o FdP pode ter outro sentido. :-D

  2. Eliana Feo Says:

    Isso não deve acontecer se o professor orientador fizer o seu papel e pelo o que foi pago, ou seja, ler tudo o que o seu orientado escrever.

  3. Moacir Ponti Says:

    É interessante. Mas plágio é CRIME (vide http://jus2.uol.com.br/doutrina/texto.asp?id=3493)

    “Art. 184 – Violar direitos de autor e os que lhe são conexos:
    Pena – detenção, de 3 (três) meses a 1 (um) ano, ou multa.
    § 1º – Se a violação consistir em reprodução total ou parcial, com intuito de lucro direto ou indireto, por qualquer meio ou processo, de obra intelectual, interpretação, execução ou fonograma, sem autorização expressa do autor, do artista intérprete ou executante, do produtor, conforme o caso, ou de quem os represente:
    Pena – reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa…”.

    Então, deveria-se deixar clara a lei aos alunos e dizer que serão denunciados em caso de plágio.

  4. Moacir Ponti Says:

    Ah, e ainda mesmo que sem fins de lucro, os alunos ganham um título com isto, o que é ainda pior.

    Já os que compram o trabalho realmente é difícil de detectar, cabe à banca questionar, mas realmente pode se tornar tarefa dificílima.

  5. É sempre bom ter provas concretas do plagio antes de mencionar o fato para qualquer pessoa, principalmente o próprio aluno, pois hoje em dia é mais fácil um aluno processar um professor/instituição do que o caminho contrario. Só uma lembrança útil para nós docentes :-)

  6. Maria Alice Siqueira Mendes e Silva Says:

    Além de todos os desafios que temos que enfrentar para fazermos uma Educação de qualidade, surge mais esse, seríssimo, visto que envolve questões éticas e legais. Ao meu ver, essa situação é fruto de uma sociedade na qual a valorização do ter sobrepõe-se à do ser, não sendo estranho, portanto, que haja esse tipo de subversão ética. Há que se combater, entretanto, e de todas as formas possíveis, esse comportamento que envolve não somente alunos, mas, e o que é mais sério, profissionais de todas as áreas. Penso que a superação deste problema deva ser preocupação diária nossa, como professores/orientadores/“formadores” de mentalidade que somos. Não será fácil atingirmos 100% desta meta, mas considero que colocar em discussão temas como esse, já é um bom começo.

  7. Roberto Pereira - UEM Says:

    É… já tive vontade de enviar um e-mail para a lista com esse assunto mas acabei não o fazendo.
    No inicio desse ano recebi uma mensagem no orkut de uma “empresa” deste nível. Logo após, num website para avaliação de usabilidade do qual eu participo como avaliador, postaram o website de uma “empresa” para avaliação.
    Chega a ser revoltante a forma natural com que eles abordam isso. É crime, é um câncer para o desenvolvimento científico do nosso país. É apenas uma indústria para alimentar a formação de diplomados que servem apenas para incrementar as estatísticas. Lamentável.

    Resolvi entrar em contato para entender mais sobre o esquema… perguntei como funcionava e qual seria o custo para comprar uma dissertação de mestrado. Meu contato foi realizado no dia 06/03/08 solicitando um orçamento com os seguintes dados:
    Tema: Identificação e Utilização de Contexto na Recuperação de Informação na Internet
    Quantidade aproximada de laudas: Aproximadamente 150
    Prazo p/ entrega: 15/12/2008

    Resposta do orçamento: Eu conseguiria uma dissertação por menos de 4.000 R$. Até hoje me pergunto que tipo de trabalho seria desenvolvido, e me revolto em saber que isso ocorre com uma frequência cada vez maior.
    —————————————
    Nossos valores são cobrados por laudas (páginas digitadas e formatadas de acordo com as normas da ABNT)
    Para sua dissertação, o valor da lauda é de R$ 25,00
    O valor total é dividido em 4 vezes iguais (1+3)
    Oferecemos acompanhamento interativo
    Vc poderá participar da elaboração passo-a-passo
    As laudas serão enviadas gradativamente p/ que vc possa analisar, estudar e apresentar aos poucos, se este for o caso
    Todas as alterações/correções necessárias, serão feitas sem nenhum custo adicional
    As laudas serão enviadas ao seu email, em formato word, prontas p/ imprimir

    Garantimos a qualidade e exclusividade do trabalho!
    ———————————–

  8. Ecivaldo Matos Says:

    Se as pessoas dessas “empresas” que oferecem os trabalhos realizarem plágio, estas podem ser indiciadas criminalmente, basta que se juntem provas. Uma investigação pode ser iniciada a partir de uma denúnica ao Ministério Público. Há casos similares no Brasil que infelizmente não deram muito o que falar.

  9. Flavio Tonidandel Says:

    O Prof. José Augusto apresenta pontos importantes no referido site.

    As empresas estão muito bem montadas e oferecem, por vezes, trabalhos inéditos e não copiados da internet (o que dificulta pegar por plágio). Inclusive, oferecem textos parciais para ser apresentado, aos poucos, ao orientador.

    Gostaria de compartilhar com vocês nossa experiência no curso de Computação da FEI (São Bernardo do Campo – SP):

    Com relação ao TCC:

    1 – Assim como na FEMA, o orientador e o orientado devem ter reuniões periódicas. Acrescentamos um parecer do orientador para a Banca Final, contendo períodos das reuniões, acompanhamento do trabalho, e a nota do próprio orientador ao trabalho, bem como quais alunos realmente trabalharam no relatório.

    2 – Usamos software de detecção anti-plágio: Farejador e o iremos testar um novo: http://www.m4-software.com/ que importa PDF.

    3 – Quando há qualquer desconfiança, pedimos para o aluno alterar parte simples do código implementado. Isso geralmente resolve.

    4 – Exigimos, por fim, um protótipo implementado e por vezes, o código ou modelagem deve ser explicado pelo(s) aluno(s).

    Mas o mais importante de tudo é a conscientização do aluno e a punição exemplar. O aluno é orientado, desde o inicio do TCC, a produzir seu próprio texto, sob pena de: se detectarmos plágio, mesmo que em partes pequenas do trabalho, o trabalho é reprovado. Se o trabalho for produzido fora, os alunos são encaminhados a comissão de ética e os alunos, são, quando comprovada a fraude, expulsos (até hoje não aconteceu …. ou não pegamos… J)

    Com relação ao Mestrado:

    Orientamos os professores, quando há desconfiança de algum aluno, a combaterem esse tipo de atitude pedindo ao aluno orientado arrumar parte do texto na frente do orientador e comparar a forma de escrita e desenvolvimento do texto do aluno com o restante da dissertação. Além disso, estamos usando os sistemas de detecção de plágios.

    O assunto está ficando cada vez mais sério. Já soube de casos aqui em São Paulo de Plágio e trabalhos feitos, e cada vez com mais freqüência.

    Acredito que, quando detectado, é possível processar o aluno por fraude, e acredito que a empresa que fez e ofereceu o trabalho também. Mas não conheço ninguém que tenha passado por isso (processar a empresa).

    Abraços,

  10. John Hexor Says:

    O problema é que muitas dessas empresas prometem confeccionar um
    texto original, ainda que façam por uma sequência de copiar-colar, e vendem.
    Em Brasília cheguei a ver placas nas ruas ofertando: “Escrevemos sua
    monografia” ou “Melhore sua monografia”.

    Quanto a configurar como crime, fica difícil provar crime dessas empresas.
    Veja: não nada de errado em você me pagar pra que confeccione um texto
    (por baixo da coisa sabemos que há…). Então qual seria o crime dessas
    empresas? Estelionato, não chega a ser (ver Cod. Penal).
    A questão é que acredito que não chega a ser crime na maioria dos casos.
    Se pudesse ser, você poderia fazer queixa-crime contra um aluno que está
    ‘colando’ num exame.
    Ora, vale lembrar que decisão do STF julgou que não existe crime de
    cola-eletrônica, – pasmem! – em concursos e vestibulares.

    http://noticias.terra.com.br/educacao/interna/0,,OI1713424-EI8266,00.html

    Acho que o foco deve estar no acompanhamento, como disse um colega.
    Uma vez me deparei com alunos que me apresentaram um sistema em Java
    enorme. Apaguei os ‘.class’ compilados, e eles não souberam recompilar o
    código.

    John.

  11. Hugo Pinto Says:

    Eu nao tenho formacao em direito, mas ate onde sei, nao e crime fazer pesquisa sob encomenda e entregar em diversas iteracoes sob aprovacao do cliente. O irregularidade quem comete e’ o aluno que apresenta como seu um trabalho de outra pessoa. Talvez tenha as pequenas sutilezas; como a empresa colocar ou nao o nome do aluno como autor caracterizar crime ou contravencao… Tentar pegar uma empresa destas, me parece perda de tempo. E muito facil fazer o mesmo servico, legalmente, tomando pequenos cuidados. A responsabilidade para coibir essas praticas e’ dos coordenadores, orientadores e professores. Implementar mecanismos em que a chance de ser pego malandrando seja alta, e que embutam uma punicao certa e exemplar; me parece um meio mais eficaz para atacar o problema.

  12. Hector Rodriguez Says:

    Nao acredito que o problema seja o plagio de conteudos, nem apresentacao de trabalhos alheios. Estes em qualquer caso é um problema no nivel de doutorados.

    O problema acredito se encontra mais no fundo ainda. Para qué fazemos TCC e Dissertacoes de Mestrado? Queremos realmente comprobar conteudos nesta etapa de formacao? Eu particularmente acredito, que o que se deseja demostrar é a aptidao para a pesquisa. Assim sendo, nao tem sentido nos focalizarmos nesta etapa da formacao, nos conteudos apresentados; sería muito melhor ensinar corretamente o processo de pesquisa, buscando a eficacia e eficiencia no mesmo.

    Porem, as bancas poem foco no conteudo e nao prestam atencao no processo que levou a construcao de esse produto intelectual. Essa situacao gera uma necessidade a ser atendida (conteudos com perfil cientifico para impressiona as bancas) e um fornecedor (“empresas”).

    A solucao do problema é encarar o TCC ou a Dissertacao de Mestrado como um processo a ser avaliado ao longo de seu desenvolvimento. Depois, certamente, teremos melhores resultados a ser defendidos. Por sua parte, as bancas debem achar as dificuldades no processo de construcao desse produto intelectual.

    A banca debe avaliar menos o QUÉ e considerar mais o CÓMO, o QUANDO, o ONDE, o QUANTO CUSTA, o QUEM do proceso.

    O tutor de TCC ou de Dissertacao de Mestrado debe ser como um “COACH”, que obterá o melhor desse aluno que está concluindo sua formacao.

    O caso do doutorado é totalmente outro, pressupoe-se que este profissional ja tem aptidao reconhecida para a pesquisa. Por tanto, a compra e apresentacao de trabalhos alheios é simplesmente uma deshonestidade intelectual. Neste caso comete delito de responsabilidade penal (multa ou perda de liberdade), civil (pelo dano a casa de estudos e aos membros das bancas) e administrativa (a valiacao de trabalhos anteriores e perda dos títulos obtidos com anterioridade-graduacao e mestrado- pelos mesmos meios).

  13. Marcos Aurélio Says:

    quem esta menos errado nisso eh a empresa…
    soh estao se aproveitando de uma oportunidade de negocio como outra qualquer.

    agora se uma empresa externa consegue fazer um texto bom o suficiente para ser aprovado como
    um mestrado, quem deveria ser processado eh o orientador, que eh pago para orientar e obviamente
    nao estah e os participantes da banca, que estao ali para julgar o merito do trabalho tambem,
    e nao somente para “dar um carimbo”.

    maas

  14. Acredito que uma medida, não definitiva, é envolver o aluno logo nos primeiros semestres do seu curso em uma “rotina” de produção científica. Segundo alguns relatos, um do motivos que leva o aluno a cometer plágio ou comprar um trabalho de produção científica é a sua própria falta de preparo na elaboração de textos acadêmicos. Geralmente, nos primeiros semestres de um curso de bacharelado o aluno é obrigado a cumprir créditos em uma matéria de metodologia da pesquisa científica, no decorrer do curso, a medida que matérias mais específicas vão surgindo, o aluno acaba distanciando-se do rigor da metodologia científica e envolvendo-se mais nos aspectos práticos da tecnologia em questão. Nesses casos, talvez solicitar ao aluno que elabore relatórios técnicos, e talvez até pequenos seminários, seria uma boa forma de mantê-lo ligado ao princípios da pesquisa científica e conseqüentemente fazendo com que ele sinta-se mais preparado no final do seu curso para elaborar seu próprio trabalho.

    Atenciosamente,

    Alander Santos

  15. Olá guto.

    Realmente é lamentável e repugnante esse tipo de atitude.

    Abraços.

    Fabio Nascimento

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