É uma boa pedida para analisarmos nossa postura no mercado de trabalho. É uma verdadeira aula sobre o valor do trabalho em sua vida.
This entry was posted on June 22, 2009 at 8:57 pm and is filed under gestão de projetos . You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed
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One Response to “A relação entre conhecimento e gerência: Uma visão peculiar”
Considero muito interessante a apresentação do Waldez Ludwig. Em alguns aspectos pode ter razão. Mas certamente existem algumas simplificações exageradas e até perigosas. Fazendo uma analogia, como ele gosta de fazer, consideremos o futebol.
Nos conceitos dele, “somente os jogadores valeriam”. Sabemos fartamente que isso não é uma verdade absoluta. Se não existisse o clube, sua organização, seus processos, suas normativas, seu modelo de comunicação; os jogadores valeriam tanto como dançarinas de ballet, sem música, no meio do Alto Amazonas. Acredito, que devem ser considerados outros elementos adicionais.
“O quanto vale o trabalhador no mercado”, como fator de fixação de salários e benefícios. Isto é muito relativo e têm fatores locacionais (dependendo do lugar) muito fortes. Assim por exemplo, não é o mesmo procurar um grande defensor no Brasil, que no resto do Mercosul. A globalização tem um grande efeito sobre o mercado de trabalho. Hoje é possível trazer genialidades de outras latitudes com cargas salariais bastante baixas. Devemos de ter cuidado com este fator, que precisa ser melhor analisado.
“O sonho do jogador seria muito importante”. Hoje o sonho do jogador não é somente jogar bola. Hoje as circunstâncias pessoais dele o fazem desejar muitas outras contraprestações. O bonito de “sonhar” é poder acordar, dar duro, voltar a dormir para voltar a “sonhar”. Isto quer dizer que o “sonho” não tem qualquer compromisso com a realidade. O “sonho” estará aí jogue ou não. Se jogar tal vês seja um pouco mais fácil lográ-lo.
“O grande diferencial é a capacidade inovadora”. Isto é válido no marco de um contexto, junto com uma equipe. Diz-se “uma andorinha voando sozinha, não faz verão”. Um jogador sozinho com a maior capacidade inovadora não ganha campeonato, tal vês ganhe alguns jogos.
“Contratar o empreendedor interno”. Isto é muito difícil, mas não impossível. Porem seria muito difícil ter um empreendedor interno (jogador pseudo-dono), com salário de jogador. Isto quase aconteceu com o Cosmos de Nova York; na época de Giorgio Chinaglia. Porem acabou fechando em 1985. Figuras ilustres jogaram nele, entre eles Pelé.
Resumindo, acredito que declarações do Waldez Ludwig tenham sido do tipo de imprensa marrom. Acredito que ele tenha maiores e melhores fundamentos para as afirmações que fez e que não puderam ser expostos num programa de televisão. Mas, realmente, não são verdades absolutas.
Com relação aos gerentes; teríamos de questionar a importância dos grandes diretores técnicos, que teve o Brasil: Santana, Minelli, Zagalo, Luxemburgo, Leão, entre tantos outros que levaram suas equipes a gloria. Acho que os gerentes sabem muitas coisas
June 23, 2009 at 2:42 pm
Considero muito interessante a apresentação do Waldez Ludwig. Em alguns aspectos pode ter razão. Mas certamente existem algumas simplificações exageradas e até perigosas. Fazendo uma analogia, como ele gosta de fazer, consideremos o futebol.
Nos conceitos dele, “somente os jogadores valeriam”. Sabemos fartamente que isso não é uma verdade absoluta. Se não existisse o clube, sua organização, seus processos, suas normativas, seu modelo de comunicação; os jogadores valeriam tanto como dançarinas de ballet, sem música, no meio do Alto Amazonas. Acredito, que devem ser considerados outros elementos adicionais.
“O quanto vale o trabalhador no mercado”, como fator de fixação de salários e benefícios. Isto é muito relativo e têm fatores locacionais (dependendo do lugar) muito fortes. Assim por exemplo, não é o mesmo procurar um grande defensor no Brasil, que no resto do Mercosul. A globalização tem um grande efeito sobre o mercado de trabalho. Hoje é possível trazer genialidades de outras latitudes com cargas salariais bastante baixas. Devemos de ter cuidado com este fator, que precisa ser melhor analisado.
“O sonho do jogador seria muito importante”. Hoje o sonho do jogador não é somente jogar bola. Hoje as circunstâncias pessoais dele o fazem desejar muitas outras contraprestações. O bonito de “sonhar” é poder acordar, dar duro, voltar a dormir para voltar a “sonhar”. Isto quer dizer que o “sonho” não tem qualquer compromisso com a realidade. O “sonho” estará aí jogue ou não. Se jogar tal vês seja um pouco mais fácil lográ-lo.
“O grande diferencial é a capacidade inovadora”. Isto é válido no marco de um contexto, junto com uma equipe. Diz-se “uma andorinha voando sozinha, não faz verão”. Um jogador sozinho com a maior capacidade inovadora não ganha campeonato, tal vês ganhe alguns jogos.
“Contratar o empreendedor interno”. Isto é muito difícil, mas não impossível. Porem seria muito difícil ter um empreendedor interno (jogador pseudo-dono), com salário de jogador. Isto quase aconteceu com o Cosmos de Nova York; na época de Giorgio Chinaglia. Porem acabou fechando em 1985. Figuras ilustres jogaram nele, entre eles Pelé.
Resumindo, acredito que declarações do Waldez Ludwig tenham sido do tipo de imprensa marrom. Acredito que ele tenha maiores e melhores fundamentos para as afirmações que fez e que não puderam ser expostos num programa de televisão. Mas, realmente, não são verdades absolutas.
Com relação aos gerentes; teríamos de questionar a importância dos grandes diretores técnicos, que teve o Brasil: Santana, Minelli, Zagalo, Luxemburgo, Leão, entre tantos outros que levaram suas equipes a gloria. Acho que os gerentes sabem muitas coisas