A aplicabilidade do modelo cascata na engenharia de software

cascataPessoal!

Vários alunos de graduação, pós-graduação e profissionais imersos no mercado de trabalho me questionam sobre a aplicabilidade do modelo cascata na engenharia de software.

Antes de discorrer sobre o tema vale à pena definir, formalmente, processo de software.

Um processo (de software) é caracterizado por meio de um conjunto de atividades bem definidas e documentadas que quando aplicadas, sistematicamente, garantem certo grau de qualidade na confecção do produto. Além do conjunto de atividades, o processo possui outros atributos como: matéria prima, mão de obra e recursos. Tais atributos são considerados os insumos do processo de produção. Salienta-se também que o processo deve possuir o conceito de retro-alimentação com o objetivo de garantir o caráter evolutivo do mesmo.

Já um modelo de processo pode ser definido como uma representação ou abstração das atividades caracterizadas em um processo de software. Geralmente, o modelo norteia a instanciação e o sequenciamento das atividades de um processo de software.

O modelo cascata é o mais antigo utilizado pela engenharia de software. Sua composição é totalmente baseada nos ciclos que compõem um processo de produção da engenharia convencional. Este modelo propõe que as atividades que compõem o processo sejam sequencializadas e os artefatos gerados em uma atividade se caracterizam como a entrada da outra (click na figura no início do post).

Muitos engenheiros acreditam que este modelo caiu no desuso. Este texto contraria esta ideia, ou seja, o modelo cascata ainda é utilizado em vários projetos de software. Estes projetos, geralmente, são simples e pequenos, por exemplo – projeto de software para entrada e saída de produtos em uma pequena loja de roupas. Com certeza neste tipo de projeto você, em apenas uma interação, irá mapear cerca de 90% dos requisitos. E os outros 10? Eu classifico-os como melhoria daquilo que foi implementado.

Perceba que processos que seguem este modelo não são aplicáveis facilmente em projetos de médio ou grande porte, pois estes não seguem um fluxo sequencial de produção, os requisitos não são mapeados em sua totalidade no início do projeto e os stakeholders têm dificuldade em esperar por uma versão executável do software, fato este que ocorre somente na atividade de entrega do produto.

Enfim, se o projeto é simples e possui poucas funcionalidades, utilize o modelo cascata.

J. A. Fabri – fabri@utfpr.edu.br

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2 Responses to “A aplicabilidade do modelo cascata na engenharia de software”

  1. [...] Este blog tem como meta apresentar algumas discussões e opiniões relacionadas a engenharia de software. « A aplicabilidade do modelo cascata na engenharia de software [...]

  2. [...] O modelo espiral, proposto por Boehm em 1986, instancia a natureza iterativa proposta na prototipação com os aspectos sistemáticos apresentados no modelo cascata. [...]

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