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CMMI: Mais um semestre Chinês

Posted in mercado produtor de software, processo de produção de software on October 6, 2009 by José Augusto Fabri

Ao publicar o post será que o reinado indiano terá fim  defendi a tese que se os chineses crescessem 10% ao ano em número de certificações CMMI nível 5 - em 15 anos a China superará a Índia.

No final do mês de setembro o SEI  publicou mais um relatório sobre as avaliações do referido modelo, nele é possível encontrar números consolidados para o primeiro semestre de 2009. Mais uma vez, a China liderou a taxa de crescimento.

Vamos aos números.

Empresas avaliadas nos últimos 88 meses:

  • Brasil:      117 (10% de crescimento)
  • Índia:       460 (12% de crescimento)
  • China:     946 (27% de crescimento)

Taxa crescimento no número de avaliações no primeiro semestre de 2009 -

  • Nível 5:
    • Brasil:     00%
    • Índia:      03%
    • China:     10%
  • Nível 4:
    • Brasil:     00%
    • Índia:      00%
    • China:     25%
  • Nível 3:
    • Brasil:     09%
    • Índia:      23%
    • China:     34% (salto de 540 para 728 empresas certificadas)

Note que a  escalada chinesa é superior a indiana em todos os níveis.

Por fim, ressalto que os números publicados pelo SEI, mantêm a minha tese: Os chineses cresceram, NESTE SEMESTRE, 7% em números de certificações (CMMI nível 5) quando comparados aos indianos. Em 2008 essa taxa foi de 10,66%. Se ambos os países repetirem o desempenho do primeiro semestre de 2009, os chineses terão um crescimento de 20% contra 6% dos indianos. Se a taxa de crescimento permanecer em torno dos 15%, em 10 anos, a China será o país com maior número de certificações no nível 5.

Mais um número para os chineses comemorarem nos 60 anos de sua revolução.

A questão está aberta: A China irá ultrapassar a Índia em número de certificações CMMI?

José Augusto Fabri

fabri@femanet.com.br

RIO 2016 – Um mar de oportunidades ou de problemas

Posted in gestão de projetos, mercado produtor de software on October 2, 2009 by José Augusto Fabri

FestaComitivaBrasileiraO Rio de Janeiro será a primeira cidade de continente Latino Americano a sediar os jogos olímpicos. O COI, Comitê Olímpico Internacional, acabou de anunciar a cidade tupiniquim como sede para os jogos de 2016. A cidade maravilhosa superou Madri, Chicago e Tóquio. Parabéns a candidatura brasileira. Neste post relato os prós e contras que essa candidatura pode gerar.

Oportunidades

Com a realização dos jogos o Rio receberá um investimento de cerca de R$ 30 bilhões, esse montante será dividido em infra-estrutura urbana, construções e reforma das instalações esportivas.

Segundo o COB, Comitê Olímpico Brasileiro, cerca de 30% das instalações necessários para os jogos já estão prontas, 24% necessitam de algum tipo de modernização.

O trânsito do Rio deve ser remodelado, caso isso não ocorra o mesmo entrará em colapso. Para transpor essa barreira o projeto contempla um investimento 5 bilhões de dólares em transporte público.

Na questão ambiental a Lagoa Rodrigues de Freitas terá que ser limpa, assim como a Baía da Guanabara. O Governo Federal prevê um investimento de 4 bilhões para a despoluição das águas e os organizadores prometem plantar cerca de 214 milhões de árvores.

Esse investimento gerará inúmeros empregos e oportunidades para os cariocas.

Problemas

O histórico de gasto com o Pan é um termômetro que deve ser analisado. O projeto orçamentário teve um aumento de 1000% (orçado: R$ 400 milhões. Realizado: R$ 4 bilhões). Este fato aumenta a desconfiança nos políticos, administradores e dirigentes mal intencionados.

As propostas ambiciosas para Pan de 2007 não cumpridas, exemplo: extensão do metrô e o uso de barcas para o transporte da população pela orla carioca.

A segurança é um tema preocupante, dois pontos de provas estão situados em zonas urbanas violentas, os estádios João Havelange e o Maracanã.

Hoje o Rio não teria infra-estrutura para acomodar turistas, trabalhadores, voluntários e atletas. Será necessário a construção de cerca de  50.000 novos quartos.

Se comparada com as outras cidades o Rio é que possui a menor infra-estrutura para a realização dos jogos.

E a TI?

O investimento em TI para realização dos jogos olímpicos de Pequim, ou seja, 30 dias de competição, chegou à casa de U$ 500 milhões. Para efeitos comparativos, a exportação de software brasileira chegou à casa de U$ 400 milhões em 2008.

A empresa responsável pela TI olímpica é a Atos Origin.

  • A Atos Origin opera em 40 países;
  • No Brasil ela congrega cerca de 2 mil funcionários;
  • Vários brasileiros participaram ativamente do projeto olímpico;
  • No mundo, o número de funcionários chega à casa de 50 mil;
  • A receita anual da empresa é de 5.4 milhões de Euros.

Além de fornecer infra-estrutura para os jogos olímpicos, a Atos também operou toda a infra para os jogos pan-americanos realizados no Rio em 2007. Será que a responsabilidade de operação dos jogos de 2016 será da Atos?

Veja o aparato tecnológico utilizado em Pequim:

Investimento de cerca 100 mil horas de testes para os softwares;

Toda a infra-estrutura de TI controlou o resultado de 10.708 atletas;

A infra-estrutura teve que atender questões como: classificações, logística relacionada ao transporte de atletas para os locais de prova; fornecimento de resultados on-line para o mundo;

Suprir acesso a Internet para todos atletas e profissionais de imprensa (cerca de 20 mil jornalista);

Durante os jogos, cerca de 10.000.000 eventos diários passaram pelo sistema de segurança de TI;

Cerca de 1.000 servidores foram configurados;

Cerca 10.000 computadores foram instalados;

Cerca de 4.000 impressoras, também, foram utilizadas;

Cerca de 4.800 terminais foram dedicados ao sistema de resultados;

Acredito que o consumo com TI no RIO chegue a casa de US$ 1 bilhão nos próximos 7 anos, incluindo os ativos investidos nos trinta dias para realização do jogos.

Por fim, ao analisar os números apresentados, somente da área de TI, fica uma questão para reflexão: Será que as empresas brasileiras teriam, REALMENTE, condições de suportar um evento deste porte?

Depois do “Yes! We can” nosso novo slogan é ”God Bless Rio”

José Augusto Fabri

Veja porque o Google é líder de mercado

Posted in mercado produtor de software on September 18, 2009 by José Augusto Fabri

Reportagem de Elisa Campos – publicado na íntegra na revista época negócios

O Google tem mostrado saber aproveitar as oportunidades oferecidas pela internet. Mesmo em meio a uma recessão mundial, a multinacional fechou o segundo trimestre deste ano com crescimento de 19%, alcançando lucro de US$ 1,48 bilhão. Entre seus trunfos, está seu quadro de funcionários altamente qualificado, tratado de maneira nada ortodoxa.

Já imaginou uma empresa que deixa você levar seu cachorro para trabalhar, fornece uma mesa de sinuca para jogos durante o expediente e lhe dá uma verba para decorar sua mesa e espaço de trabalho da maneira que quiser? E que ainda reserva uma sexta-feira por trimestre para os funcionários saírem juntos para se divertir? Bem-vindo ao Google.

A liberdade dos empregados é levada a sério na empresa. Cada funcionário pode gastar 20% do seu tempo, o equivalente a um dia por semana, para se dedicar a projetos pessoais.  “Não ficamos olhando se o profissional chega às 9h ou às 11h. Não precisamos, pois contratamos pessoas comprometidas”, diz Matsuo.

Outra preocupação da companhia é oferecer as mesmas vantagens a todos os funcionários — independentemente do cargo. A rede de benefícios vale para todos. O presidente da companhia tem exatamente o mesmo plano de saúde que qualquer outro empregado dentro do Google, assim como todos recebem participação nos lucros e ações da empresa.

“No Google, todos põe a mão na massa. Se o presidente da empresa quiser um café ou precisar de uma fotocópia, ele mesmo vai levantar e pegar”, afirma.

As políticas de benefício têm se mostrado eficientes. Nos quatro anos em que a empresa está presente no Brasil, apenas 3% de sua força de trabalho foi renovada, sendo que 2,5% pediram demissão para fazer mestrado ou doutorado.

Se o Google investe pesado na satisfação dos funcionários, a companhia também é exigente ao cobrar resultados. Ao lado de máximas como “Você pode ser sério sem um terno” e “É possível ganhar dinheiro sem ser mau”, a companhia coloca “Ótimo não é bom o bastante”.

O Google mantém um comitê responsável por avaliar o desempenho de cada profissional. É com base nas notas que são tomadas decisões relacionadas a aumentos, promoções e bônus.

Os 12 mandamentos

O processo de gestão utilizado pelo Google pode surpreender muitos executivos de recursos humanos por sua filosofia pouco comum. Ele é estruturado com base em 12 princípios:

1. Conheça profundamente sua equipe antes de fazer mudanças
2. Procure o consenso ao invés de impor decisões
3. Tome decisões claras e assuma a responsabilidade por suas ações
4. Você trabalha para sua equipe e não o contrário
5. Coloque a mão na massa
6. Compartilhe as informações com a equipe
7. Resultados têm maior impacto do que politicagem
8. Arrisque-se. O fracasso pode trazer grande aprendizado
9. Construa um bom relacionamento com seu time, para trabalhar bem em equipe
10. Encoraje a criatividade de seus funcionários
11. Independentemente da hierarquia, mantenha os canais de comunicação interna abertos
12. Crie um bom ambiente de trabalho

Processo de seleção

Com 22 mil funcionários no mundo, 200 deles no Brasil, o Google também não segue as práticas mais comuns ao fazer a seleção de seus funcionários.

“Tudo começa no recrutamento. Procuramos os melhores. O CEO da empresa, assim como os fundadores Larry Page e Sergey Brin, participam de 100% das contratações no Google. Olhamos tudo. Se o profissional se engajou em alguma iniciativa social, se pratica esportes, quais foram as notas que tirou ao longo da vida, a experiência em sua área de atuação etc”, fala Matsuo.

Não é de se estranhar que para preencher uma vaga o Google possa demorar até um ano. O sucesso no processo de seleção é baixíssimo: menos de 1% dos profissionais analisados são contratados.

Interessado em trabalhar no Google? “Procuramos pessoas curiosas, com vontade de aprender, que se sentem atraídas pelas coisas mais difíceis. É também essencial saber trabalhar em grupo. Eliminamos os candidatos muito individualistas. Existem pessoas que são inteligentes e bacanas, outras que são inteligentes e babacas”, diz o diretor de RH.

Outro critério levado em conta é a diversidade das áreas de formação dos funcionários. Para compor as equipes, são selecionados profissionais de todas as áreas. Na seção de análise de dados, trabalham, por exemplo, matemáticos, físicos, sociólogos e antropólogos.

A boa notícia para os interessados é que há vagas abertas para contratação no Brasil em todos os setores da empresa. A má é que elas não estão conseguindo ser preenchidas por falta de mão-de-obra considerada qualificada. Quer tentar?

 

 

Será que o reinado indiano terá fim?

Posted in mercado produtor de software on September 3, 2009 by José Augusto Fabri

Quando nos referimos a produção e exportação de software naturalmente nos lembramos dos indianos. Até meados de 2008 eles possuíam cerca de 320 empresas avaliadas sob a ótica do modelo CMMI. Cerca de 50% destas empresas encontravam-se no nível 5. Para efeitos comparativos, na mesma época o Brasil ocupava a oitava posição em número de empresas certificas (79 ao todo), porém somente 8 destas estavam posicionadas no referido nível.

Em março de 2009 o SEI publicou um novo relatório, nele é perceptível uma grande evolução dos chineses em relação aos indianos. Este post vai de encontro a este fato e faz uma provocação a todos os interlocutores deste blog:

A China irá superar a Índia na questão da qualidade de software?

Vamos aos números:

De abril de 2002 a dezembro de 2008 o SEI avaliou, sob a ótica do modelo CMMI, 4134 instituições (empresas/organizações) que produzem software. Destas, apenas 28,6% são americanas (no penúltimo relatório esse percentual era de 31,4%). Do total (4134), cerca de:

  • 1.1% encontram-se no nível 1 (contra 1,5 no último relatório);
  • 30,2% encontram-se no nível 2 (contra 33% no último relatório);
  • 48,3% encontram-se no nível 3 (contra 45%);
  • 2,9% encontram-se no nível 4 (contra 2,5%);
  • 9,8% encontra-se no nível 5 (contra 11%).
  • 14,1% possuem até 25 colaboradores;
  • 18,3% possuem entre 26 a 50;
  • 13% possuem entre 51 a 75;
  • 8,2% possuem entre 76 a 100;
  • 19,6% possuem entre 101 a 200;
  • 8,5% possuem entre 201 a 300;
  • 6,9% possuem entre 301 a 500;
  • 6% possuem entre 500 a 1000;
  • 3,3% possuem entre 1001 a 2000;
  • e 2,1% possuem mais que 2000 colaboradores.  

Na África foram realizadas 47 avaliações (contra 38 no penúltimo relatório), na Ásia 1901 (1354), na América do Norte 1328 (1080), na Europa 536 (403), na Oceania 33 (30) e, por fim, na América do Sul 208 avaliações (contra 243 no penúltimo relatório).

Veja a classificação dos países que possuem mais de 10 instituições avaliadas (excluindo os Estados Unidos)

Ordem: número de empresas avaliadas

 

n. avaliações

nível 1

nível 2

nível 3

nível 4

nível 5

1 – China

745

1

117

540

27

41

2 – India

409

 

14

191

24

166

3 – Japão

257

17

75

121

13

16

4 – França

141

4

81

45

1

2

5 – Coréia

138

1

47

61

13

7

6 – Tawian

117

1

74

38

 

2

7 – Brasil

106

1

50

42

1

9

8 – Espanha

105

1

60

35

2

4

Reino Unido

93

3

42

30

1

3

Argentina

64

 

45

12

2

3

Alemanha

64

9

32

11

1

1

México

57

 

24

25

3

4

Malásia

56

 

20

31

 

5

Canadá

51

1

12

22

5

3

Egito

34

1

17

11

2

2

Australia

32

1

7

5

2

5

Itália

31

 

14

14

   
Chile

30

 

17

10

 

2

Tailândia

27

 

12

13

 

1

Paquistão

25

1

18

4

 

1

Colômbia

22

 

7

11

1

2

Filipinas

21

 

2

11

 

7

Singapura

19

 

3

10

1

4

Hon Kong

18

 

2

11

 

5

Israel

17

 

3

10

 

2

Turquia

14

   

12

 

2

Vetnã

12

   

9

1

2

 

Ordem: número de empresas certificadas CMMI-5

 

n. avaliações

nível 1

nível 2

nível 3

nível 4

nível 5

1 – Índia

409

 

14

191

24

166

2 – China

745

1

117

540

27

41

3 – Japão

257

17

75

121

13

16

4 – Brasil

106

1

50

42

1

9

5 – Coréia

138

1

47

61

13

7

6 – Filipinas

21

 

2

11

 

7

7 – Malásia

56

 

20

31

 

5

8 – Australia

32

1

7

5

2

5

9 – Hon Kong

18

 

2

11

 

5

10 – Epanha

105

1

60

35

2

4

México

57

 

24

25

3

4

Singapura

19

 

3

10

1

4

Reino Unido

93

3

42

30

1

3

Argentina

64

 

45

12

2

3

Canadá

51

1

12

22

5

3

França

141

4

81

45

1

2

Tawian

117

1

74

38

 

2

Egito

34

1

17

11

2

2

Chile

30

 

17

10

 

2

Colômbia

22

 

7

11

1

2

Israel

17

 

3

10

 

2

Turquia

14

   

12

 

2

Vetnã

12

   

9

1

2

Alemanha

64

9

32

11

1

1

Tailândia

27

 

12

13

 

1

Paquistão

25

1

18

4

 

1

Itália

31

 

14

14

   

Além das 745 empresas avaliadas a China vem crescendo exponencialmente ano a ano. É possível perceber uma grande disparidade quando comparamos à taxa de crescimento da potência oriental à taxa indiana, brasileira e japonesa – veja o gráfico abaixo.

Crescimento semestral (2/2003) do Brasil, China, Índia e Japão em número de empresas avaliadas no CMMI
Crescimento semestral (2/2003) do Brasil, China, Índia e Japão em número de empresas avaliadas no CMMI

 

 

 

 

Além do crescimento no número de empresas avaliadas, outros dados chamam a atenção:

a – A China obteve um aumento de 50% no número de empresas no nível 4 e de 84,30% no nível 3 nos últimos 12 meses. No mesmo período os indianos cresceram 9,09% e 50,39% para os respectivos níveis.

b – A taxa de crescimento dos chineses para o nível 5 atingiu 20,59% no último ano. A Índia chegou a casa de 9,93%.

 

2º  Sem/2007

1º Sem/2008

2º Sem/2008

 

nível3

nível4

nível5

nível3

nível4

nível5

nível3

nível4

nível5

Brasil

31

1

8

35

1

8

42

1

9

Índia

127

22

151

156

22

158

191 (50,39%)

24 (9,09%)

166 (9,93%)

Japão

88

13

14

103

13

15

121

13

16

China

293

18

34

395

22

39

540 (84,30%)

27 (50%)

41 (20,59%)

De posse da análise quantitativa é possível concluir que:

1 – Com um maior no número de certificações no nível 3 e no nível 4 é possível que os chineses aumentem o número de empresas certificadas no nível 5, quando comparados aos indianos.

2 – Somente sob a ótica do nível 5:

a)       A taxa de crescimento chinesa para o referido nível é 10,66% superior a taxa de crescimento indiana.

b)       se a taxa de crescimento dos chineses e dos indianos forem mantidas, em 15 anos a China terá o maior número de empresas certificadas no nível 5.

c)        se os chineses aumentarem a sua taxa de crescimento em 5%, o prazo acima cai para 10 anos.

d)       se a taxa de crescimento brasileira não aumentar o número de cerificação no referido nível, nosso país nunca superará indianos, chineses e japoneses.

Enfim, contra fatos não há argumentos, chineses e indianos disputarão, nos próximos anos, palmo a palmo a liderança em números de empresas certificadas no nível 5. Este blog estará de olho nos próximos relatórios do SEI.

Será que não seria interessante mudar a pergunta…

Quanto tempo os chineses levarão para superar os indianos?

José Augusto Fabri

fabri@femanet.com.br

Arranjo Produtivo Local de TI em Assis

Posted in mercado produtor de software on August 14, 2009 by José Augusto Fabri
Reunião da APL de TI de Assis

Reunião da APL de TI de Assis

Os Arranjos Produtivos Locais (APLs) são caracterizados por um conjunto de atores econômicos, políticos e sociais, localizados em uma região comum, com o objetivo de desenvolver atividades econômicas correlatas, visando atingir metas qualitativas como interação, cooperação e aprendizagem.  

No final do mês março alguns professores da área de informática da Fundação Educacional do Município de Assis se reuniram com o objetivo de estabelecer uma APL na área de TI para Assis e Região. Nessa reunião algumas metas globais foram traçadas:

1 – Fortalecer o mercado de TI de Assis e Região;

2 – Possibilitar que o profissional formado na área de TI permaneça na Região, ou seja, evitar a fuga de cérebros;

3 – Captar recursos dos mais variados órgão de fomento, BNDES, Ministério de Ciência e Tecnologia, Fundações de Amparo a Pesquisa e iniciativa privada. Esses recurso serão destinados ao fortalecimento das empresas por meio de  P&D.

4 – Captar projetos de TI nos grandes centros e trazer para Região;

5 – Prover uma estrutura que sustente a pesquisa, desenvolvimento e inovação da TI na Região;

6 – Prover uma estrutura de capacitação constante dos profissionais inseridos nas empresas de TI que constituem a APL.

7 – Inserir Assis e Região no contexto nacional na área de TI.

Traçados os objetivos, saímos em busca de APLs consolidadas na área de TI. Em abril, visitamos a de Londrina.

Na terceira etapa iniciamos um trabalho de mobilização, nesse momento começamos a contar o apoio de algumas empresas e do SEBRAE. Lembro que a APL é uma entidade independente e não pertence à Fundação e aos professores.

De maio para cá, o SEBRAE passou fomentar algumas reuniões com os empresários da área de TI que compraram a idéia. Hoje (14/08) ocorreu mais uma. Nela estavam representadas 14 empresas, para efeitos comparativos a APL de Londrina iniciou suas atividades com 15. Alguns benefícios tangíveis, para empresas, começaram a aflorar:

a) nas próximas semanas as empresas receberão um treinamento de 16 horas sobre a organização de planejamento participativo. Este treinamento será fornecido pelo SEBRAE e tem como objetivo delinear algumas estratégias específicas para a APL de TI.

b) em um segundo momento as empresas irão receber um diagnósticos sobre as suas potencialidades e fragilidades dentro da área de TI. Assim, como o treinamento, esse diagnóstico será financiado pelo SEBRAE.

Quem pode participar da APL?

Todas as empresas da área de TI de Assis e região estão convidadas a participar do arranjo.

Como participar?

Basta enviar um e-mail para o professor Luiz Ricardo Begosso (begosso@femanet.com.br), informando o interesse em participar do Arranjo, preenchendo uma ficha de adesão. Luiz Ricardo é o coordenador do Centro de Pesquisas em Informática da FEMA, unidade esta responsável por auxiliar os trabalhos da APL.

Ainda é possível participar do treinamento?

Sim, o SEBRAE estará agendando o treinamento para as próximas semanas. Porém é necessário informar o interesse em participar do Arranjo.

Por fim, gostaria de agradecer ao SEBRAE a FEMA e, principalmente, aos empresários que compraram a idéia. Acredito que APL irá gerar muito mais frutos.

Abraços

José Augusto Fabri

fabri@femanet.com.br

Produzo software no Brasil, na Rússia, na Índia ou na China?

Posted in mercado produtor de software on May 5, 2009 by José Augusto Fabri

Pessoal, neste texto faço uma análise quantitativa dos países que compõem o BRIC. A publicação foi feita pelo

blog do Academic Initiative, o Programa da IBM voltado para comunidade acadêmica.

 Em um vôo para o Vale do Silício, viajam um Brasileiro, um Russo, um Indiano e um Chinês. Todos eles estão levando um portfólio que contempla as características tecnológicas e econômicas de seus respectivos países. Em tempos de crise, a missão de nossos personagens é capturar capital externo, alavancando assim a produtividade de software em seus países. Veja o que nossos personagens disseram aos americanos:

http://www.ibm.com/developerworks/blogs/page/academicbr/20090505

Abraços

J.A.

fabri@femanet.com.br

Será que a qualidade do Sistema Bancário Financeiro pode ser colocada em cheque?

Posted in mercado produtor de software, processo de produção de software on March 23, 2009 by José Augusto Fabri

 

Extra!! Extra!! É possível realizar o pagamento de um boleto bancário vencido no Internet Home Banking.

Extra!! Extra!! Boa parte das empresas que paga pela emissão do boleto bancário não sabe que isto é pode ocorrer.

Lá estava eu pagando boletos no Internet Home Banking da Nossa Caixa. De repente me deparei com um boleto vencido. Pensei!!! Não será possível pagar isto no Home Banking e muito menos no caixa eletrônico. Vou ter que ir ao banco amanhã pagar junto ao caixa. Peguei o próximo boleto, este, por sua vez, cobrava a minha fatura do cartão de crédito. Lembrei que há alguns meses consegui pagar o cartão após o vencimento e os juros foram cobrados na próxima fatura. Passei então analisar a seqüência numérica do boleto vencido e do que cobrava a fatura do cartão de crédito (veja os números).

Boleto vencido:

10493.11713  12653.032784  70000.003668 6 41680000004500

Boleto da fatura do cartão de crédito:   

23792.37205  65265.039217  25011.260004 7 00000000000000

Concluí que:

Os quatro últimos dígitos do boleto representam o valor a ser pago. Os quatro primeiros da quarta seqüência representam a data de vencimento (neste caso temos um exemplo claro de data Juliana – ou seja 4168 dias a partir de uma data pré-estabelecida).

A partir desta conclusão, resolvi zerar a quarta seqüência no momento do pagamento, neste caso o código digitado para o boleto vencido seria: 10493.11713  12653.032784  70000.003668 6 00000000000000

O clicar em confirma pagamento, o software emitiu a seguinte mensagem: seqüência inválida e posicionou o cursor sobre o dígito verificador (em nosso caso o número 6 que se encontra isolado). Bastava somente tentar inserir um dígito válido, mole… mole… Por meio sucessivas tentativas, descobri que o dígito que validava a seqüencia era o 5. Ao teclar confirma, acessei a próxima tela que me possibilitava inserir a data de vencimento e o valor. Inseri a data de 10 de março e o valor de 45 reais. Resultado: BOLETO PAGO (veja  a cópia do boleto e o recibo de pagamento no final do texto).

Passei então a testar os demais bancos que tenho conta (CEF e Santander). Todos se portaram da mesma maneira.

Fiz uma pesquisa junto aos empresários que tenho contato (por favor inclua no conjunto o cedente do boleto abaixo) e perguntei: O banco, quando contratado para emitir um boleto bancário, comunica que é possível efetuar o pagamento (via internet) em atraso e sem juros? 100% dos entrevistados (cerca de 20) responderam NÃO.

A partir do pagamento e da pesquisa questiono:

Será que o sistema bancário é seguro o bastante para possibilitar que qualquer pessoa possa manipulá-lo?

Os engenheiros de software que projetaram o pagamento eletrônico do boleto (via home banking) têm conhecimento sobre tal fato?

Se sim, por que então não comunicam as empresas credoras?

Se não, é possível afirmar que o problema poderia ser detectado na atividade de teste? Lembre-se que a atividade em questão seria crucial neste contexto.

Será que os problemas de segurança e a atividade de teste de software são discutidos nos bancos universitários?

Este erro coloca em cheque também a qualidade dos profissionais envolvidos com o desenvolvimento do internet home banking?

Será que existe um processo de produção de software institucionalizado para o desenvolvimento do software para automação do sistema bancário?

O sistema bancário possui infra-estrutura para viabilizar a solução deste problema? Se sim, qual seria a solução?

Qual a abrangência do problema: focamos o contexto sistêmico ou o contexto de software?

Por fim, ressalto que não tenho uma resposta exata para as questões apresentadas. Por favor, fique a vontade para propor soluções ou novas questões. Lembre-se que de 09 de março a 10 de maio, ao enviar um comentário para o blog, você estará concorrendo a uma assinatura da revista Engenharia de Software disponibilizada pelo grupo DevMedia. Confira as regras do concurso em: envie um comentário e concorra a assinatura gratuíta da revista engenharia de software.

Aproveito a oportunidade para convidar a todos a participar do Engenharia de Software Conference, lá teremos a oportunidade de discutir com pesquisadores e profissionais de mercado vários temas relacionados à área da engenharia de software (inclusive a questão do teste de software). Espero encontrar muitos de vocês neste evento.

 boletopagar

boletopago

 Referência

Padrão FEBRABAN para definição de código de barras.

Abraços

J. A.

fabri@femanet.com.br

Envie um comentário e concorra a assinatura gratuita da revista engenharia de software

Posted in gestão de projetos, mercado produtor de software, processo de produção de software on March 11, 2009 by José Augusto Fabri

 

Pessoal, nesta terça-feira, 10 de março, estabeleci uma parceria junto ao Grupo DevMedia. O Grupo possui 6 revistas sobre Desenvolvimento de Software, sendo elas a Java Magazine, Engenharia de Software Magazine, SQL Magazine, .NET Magazine, WebMobile e Clubedelphi. Uma boa pedida é consultar o site do Grupo.

A parceria tem como objetivo trazer um maior valor agregado aos interlocutores deste blog. Inicialmente, iremos premiar 10 interlocutores com uma assinatura anual da revista Engenharia de Software (no site do DevMedia todos podem ter acesso gratuito a primeira edição da revista).

Para participar basta enviar um comentário a qualquer texto publicado no http://engenhariasoftware.wordpress.com. Cada comentário será avaliado por 3 especialistas da área de engenharia de software e receberá uma nota entre 0 a 100 pontos. Na avaliação serão utilizados os seguintes critérios: Profundidade temática do comentário efetuado. Pertinência do comentário em relação ao texto publicado. Comentários que focam a relação dos textos postados às práticas embutidas no mercado produtivo de software serão bem vindos e fortemente valorizados.

Importante: Serão considerados somente os comentários postados entre 10 de março a 09 de maio.

Os resultados serão divulgados no dia 10 de maio de 2009.

Aproveito a oportunidade para convidar a todos a participar do Engenharia de Software Conference, lá teremos a oportunidade de discutir com pesquisadores e profissionais vários temas relacionados à área da engenharia de software. Espero encontrar muitos de vocês neste evento.

Abraços

J. A.

fabri@femanet.com.br

Produtividade de software: Brasil, a bola da vez ou mercado de risco?

Posted in mercado produtor de software on February 17, 2009 by José Augusto Fabri

Nesta última sexta-feira 13, tive a sorte de assistir uma palestra, sobre o mercado produtivo de software, ministrada pelo presidente da Brasscom (Brazilian Association of Information Technology and Communication Companies) Antônio Carlos Rego Gil. Nota: A palestra foi ministrada na Fundação Educacional do Município de Assis.

Os números delineados por Rego Gil não diferem, substancialmente, da situação mercadológica brasileira dentro do setor produtivo de software apresentada por este blog quando lançado (confira os números de fevereiro de 2008 por meio deste link).

Este post tem como objetivo materializar os números apresentados na referida palestra e retomar a discussão sobre o mercado produtivo de software no contexto nacional. 365 dias se passaram e quase nada mudou. Este fato me leva a delinear a questão que intitula este post. Além disso, todos terão uma ótima oportunidade para atualizar os dados quantitativos sobre a produtividade de software tupiniquim.

O cenário econômico brasileiro se manteve estável em 2007 e 2008

O Brasil possui cerca de 190 milhões de habitantes, 80% da população vive em área urbana. O Produto Interno Bruto Brasileiro (PIBB), em 2007, chegou a US$ 1.5 trilhão, o sétimo maior do mundo. No mesmo ano o país cresceu 5.4%. A taxa de infração se manteve estável: alta de 4.5% – nota: é a menor do BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China). Em 2007, as exportações tupiniquins chegaram a US$ 160 bilhões (crescimento de 20% em relação a 2006). As reservas internacionais chegaram a casa US$ 180 bilhões (ou o dobro da dívida externa do país). A Fitch e a S&P, agências que determinam o risco país, classificaram o Brasil como uma opção a receber investimentos externos.

Produção industrial de bens e produtos de longa duração, agricultura e energia: poucas mudanças

Grandes indústrias brasileiras: aeronáutica e automobilística – quarta e a sexta maior do mundo. Na esfera agrícola o país é uma potência na produção de soja, café, cana-de-açúcar e carne bovina. Somos auto-suficientes em petróleo desde 2006, com as descobertas das reservas no litoral sudeste devemos nos tornar um grande exportador a partir de 2014. Referência global no uso de energia limpa e renovável (83% da eletricidade é gerada em usinas hidrelétricas), liderança mundial de produção de etanol (uma alternativa ao petróleo), grandes reversas de urânio, completam o cenário “promissor” para investimentos no Brasil.

Cenário tecnológico não difere substancialmente do primeiro post

O cenário tecnológico também é favorável. Nosso país possui cerca de 150 milhões de telefones celulares  e 8.5 milhões de acesso a banda larga. Os investimentos em TI chegaram à casa de US$ 20 bilhões. O voto eletrônico e a automação do sistema bancário financeiro continuam sendo bons ativos de TI.

As agências de pesquisas salientam que o investimento mundial em TI para 2008 variará entre US$ 1.2 a 1.4 trilhões. As operações que demandam outsourcing e off-shore chegarão a casa de US$ 70 bilhões, um aumento de 40% se comparado a 2007. A Índia irá abocanhar cerca de 70% deste mercado (por que será?).

A meta brasileira para o setor produtivo de software

O Brasil tem como meta exportar cerca de US$ 5 bilhões de dólares em software nos próximos 3 anos. Para alcançar este número necessitaremos formar 100 mil novos profissionais (que fale inglês fluentemente). Além da formação desta gama de profissionais é necessário que o governo reduza carga tributária em torno de 15%. Eu, particularmente, pago para ver que tudo isto ocorra!!!

Formação de mão de obra qualificada

Atualmente, o Brasil possui 154.319 vagas anuais para os cursos superiores em ciência da computação e cursos relacionados. Cerca de 98.000 alunos se inscrevem para o vestibular destes cursos. 44.987 se matriculam e 16.907 concluem. Com estes números levaremos 6 anos para formar o número de profissionais necessários para exportar os  U$ 5 bilhões.

Cuidado com o bodyshop

Além do cenário descrito, gostaria de destacar outro ponto importante: Não podemos nos contentar com o simples adjetivo de bodyshop da área produtiva de software. Temos que planejar a TI no Brasil a longo prazo, as empresas tupiniquins devem buscar competência para gerar valor agregado em seus produtos. Valor agregado passa por questões relacionadas à:

1 – Pesquisa e desenvolvimento: investimentos das iniciativas públicas e privadas, as universidades e os centros universitários também se constituem como protagonistas neste item.

2 – Capitalização das empresas nacionais: a redução da carga tributária é um bom começo, será que ela realmente vai acontecer? Um aumento das linhas de créditos para empresas de TI também seria bem vindo.

3 – Qualidade: fator que implica no investimento empresarial e uma conscientização de todos sobre a necessidade de implementar programa qualidade relacionado ao processo de software.

Lembre-se que o mercado global de TI poderá movimentar US$ 1.4 trilhões, outsourcing e off-shore chegarão a casa de US$ 70 bilhões. Com base nestes números é possível afirmar que as atividades processuais relacionadas à programação e teste não representam grande valor agregado. Questões relacionadas à bodyshop podem e devem ser consideradas com o objetivo de gerar novos empregos e promover a capacidade produtiva brasileira, MAS… se realmente quisermos ser grandes em TI temos que ir além…  

Enfim, o título “Brasil, a bola da vez” é coerente se os riscos relacionados à mão de obra e carga tributária forem minimizados em curto prazo. Caso contrário vamos ver nossos programadores sendo substituídos por programadores Indianos e Chineses. A discussão está aberta… Enquanto multinacional da área produtiva de software, em quais dos países do BRIC você investiria hoje?   

J.A.

Referências

http://www.brasscom.org.br/

http://www.ibge.gov.br/home/

http://www.planejamento.gov.br/

http://www.fazenda.gov.br/

http://www.mct.gov.br/

http://www.inep.gov.br/

A “Caminho das Índias” e da China

Posted in mercado produtor de software, processo de produção de software on January 23, 2009 by José Augusto Fabri

 

Todos nós sabemos que as certificações em qualidade de software promovem um diferencial competitivo enorme, principalmente, quando queremos atingir os mercados externos. Dentro deste contexto e com base nos números publicados pelo SEI, tomei a liberdade de elaborar uma análise quantitativa, sob a ótica do modelo CMMI, da situação atual de alguns países emergentes (Brasil, China Índia).

De abril de 2002 a dezembro de 2007 o SEI avaliou, sob a ótica do modelo CMMI, cerca de 3100 instituições (empresas/organizações) que produzem software. Destas, apenas 31.4% são americanas. Do total (3100), cerca de: 1.5% encontram-se no nível 1; 33% encontram-se no nível 2; 45% encontram-se no nível 3; 2.5% encontram-se no nível 4; 11% encontra-se no nível 5.

13.6% das empresas que se submeteram a avaliação do SEI, possuem até 25 colaboradores; 15.6% possuem entre 26 a 50; 12.8% possuem entre 51 a 75; 8.9% possuem entre 76 a 100; 19.8% possuem entre 101 a 200 e 29.4% possuem mais que 200 colaboradores.  Estes números desmistificam a idéia que CMMI é aplicado somente a grandes empresas.

Na África foram realizadas 38 avaliações, na Ásia 1354, na América do Norte 1080, na Europa 403, na Oceania 30 e, por fim, na América do Sul 208 avaliações.

Veja a classificação dos países que possuem mais de 10 instituições avaliadas:

1

UnitedStates

1034

2

China

465

3

India

323

4

Japan

220

5

France

112

6

KoreaRepublic

107

7

Taiwan

88

8

Brazil

79

9

Spain

75

10

UnitedKingdom

71

11

Germany

51

12

Argentina

47

13

Canada

43

14

Malaysia

42

15

Mexico

39

16

Australia

29

17

Egypt

27

18

Chile

20

19

Philippines

20

20

Colombia

18

21

Italy

17

22

Israel

16

23

Singapore

16

24

HongKong

14

25

Pakistan

14


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Austria, Bahrain, Bangladesh, Belarus, Belgium, Bulgaria, Costa Rica, Czech Republic, Denmark, Dominican Republic, Finland, Hungary, Latvia, Mauritius, Morocco, Netherlands, New Zealand, Norway, Peru, Poland, Portugal, Romania, Russia, Saudi Arabia, Slovakia, South Africa, Sweden, Switzerland, Thailand e Vietnam completam a lista dos países avaliados pelo SEI (10 ou menos instituições avaliadas).

Com os dados disponbilizados pelo SEI, também é possível comparar a taxa de crescimento em número de avaliações de todos os países, neste texto reporto a comparação entre Brasil, Índia e China.

Em 2004:

Brasil possuía menos que 10 instituições avaliadas;

Índia 70 instituições avaliadas;

China 34 instituições avaliadas.

Em 2005:  

Brasil 22 instituições avaliadas;

Índia 140 instituições avaliadas;

China 117 instituições avaliadas.

Em 2006:

Brasil 48 instituições avaliadas;

Índia 204 instituições avaliadas;

China 240 instituições avaliadas.

O número de empresas indianas no nível 5 encontra-se em 151, na China existem 34 e no Brasil temos apenas 8.

Com base nos números será que é possível afirmar que na área produtiva de software, em um futuro próximo, a bola da vez são os chineses? A grande oferta de mão de obra e a taxa de crescimento exorbitante do país em questão, aliada a disciplina chinesa fazem a diferença no crescimento do país em número de certificações?

Em nossa análise quantitativa, também não podemos desprezar os indianos, de 2004 a 2007, 253 instituições se submeteram a avaliação do SEI. Já no Brasil, no mesmo período o número não chega 70. Em relação a quantidade de empresas certificadas no nível 5, podemos dizer que apanhamos (dos indianos) de dezenove a zero.

Em fim, para finalizar este post, deixo uma questão para reflexão:

O Brasil poderá entrar nesta novela como coadjuvante ou como ator principal?

Todos os dados publicados pelo SEI podem se acessados em: http://www.sei.cmu.edu/appraisal-program/profile/index.html

José Augusto Fabri