Archive for the off topic Category

Vida e Carreira – Mário Sérgio Cortella

Posted in off topic on March 28, 2013 by José Augusto Fabri

J. A. Fabri

2012 in rewiew

Posted in off topic on December 31, 2012 by José Augusto Fabri

2012 in rewiew

19,000 people fit into the new Barclays Center to see Jay-Z perform. This blog was viewed about 81.000 times in 2012. If it were a concert at the Barclays Center, it would take about 4 sold-out performances for that many people to see it.

click here to see complete report

Perceba…

Posted in off topic on November 9, 2012 by José Augusto Fabri

Quando não se tem nada, o pouco se torna muito.

José Augusto Fabri

Você quer mesmo ser cientista?

Posted in off topic on November 1, 2012 by José Augusto Fabri

Por Suzana Herculano-Houzel - http://www.suzanaherculanohouzel.com/

Vamos fazer as devidas ressalvas primeiro, antes que a polícia de plantão venha me dizer que estou fazendo um desserviço à ciência brasileira. É claro que gostaria de ver mais jovens se tornarem cientistas, e quero contribuir para isso. Mas decidi que faz parte do meu trabalho de divulgação científica tornar público e notório como é se tornar cientista no Brasil. Meus objetivos aqui são promover a conscientização das pessoas sobre a realidade da carreira de um cientista e, quem sabe, gerar com isso um certo espanto e revolta; e contribuir para que a escolha dos jovens por uma carreira em pesquisa seja consciente, apesar de tudo o que vem a seguir. Mas, sobretudo, o que eu gostaria é de gerar indignação suficiente para fazer a carreira de cientista (1) passar a existir de fato, e (2) ser valorizada.

Feitas as ressalvas, vamos então à minha campanha de anti-propaganda sobre a ciência no Brasil!

Você que é jovem e está considerando se tornar pesquisador: você sabia que…

- durante a faculdade, seus estágios de iniciação científica serão remunerados em apenas 400 reais – isso mesmo, menos do que um salário mínimo? Este é o valor atual definido pelo CNPq. E isso é SE você conseguir bolsa de iniciação científica, porque a Faperj, por exemplo, atualmente limita a sua concessão a UMA bolsa por pesquisador, e o CNPq-PIBIC a duas bolsas. Em um laboratório de tamanho médio, isso já não será suficiente para garantir bolsas a todos os estagiários – o que significa que é vexaminosamente comum termos estagiários trabalhando de graça;

- quando terminar a faculdade, a não ser que consiga emprego na indústria ou em empresas privadas, para fazer pesquisa você precisará concorrer a bolsas de R$ 1.350 para fazer mestrado? Enquanto isso, seus colegas formados em administração, engenharia, advocacia já estarão entrando para o mercado de trabalho, ganhando salários iniciais (com todos os direitos trabalhistas) de 3 a 7 mil reais reais ou mais. Ah, eu mencionei que, embora se espere que você trabalhe 40 horas por semana em dedicação exclusiva durante o mestrado, você não terá qualquer direito trabalhista? Isto porque o seu trabalho ainda não é considerado, ahn, trabalho…

- …é mais fácil conseguir bolsa do Ciência Sem Fronteiras para fazer GRADUAÇÃO no estrangeiro do que conseguir uma bolsa de pós-graduação no país? É isso mesmo: exportamos nossos alunos de graduação, mas não temos bolsas suficientes para mantê-los na pós-graduação no país.

- quando você terminar o mestrado, a não ser que consiga emprego como pesquisador em empresas privadas (que são pouquíssimos), você terá necessariamente que fazer um doutorado? A razão é que o cargo de “pesquisador” em nosso país é quase inexistente; somente institutos de pesquisa como o INCA ou a Fiocruz oferecem emprego (através de concurso público) para pesquisadores (e muitas vezes exigem doutorado). Todas as demais possibilidades de emprego para um pesquisador são como “professor universitário” – e este cargo, também somente acessível por concurso público, é hoje essencialmente restrito a quem já tem título de Doutor.

- então, com 3 anos de formado, você terá que concorrer a bolsas de R$ 2.000 mensais para fazer doutorado? Isso, vou repetir: seus colegas já estarão no mercado de trabalho, ganhando salários reais, tendo seu trabalho chamado de “trabalho”, com direito a férias e 13o salário – e, com sorte, você terá assinado um papel aceitando receber DOIS mil reais por mês pelos próximos 4 anos. E fique muito contente de ter uma bolsa: como dizem nossos detratores, você deveria ficar “muito feliz de estar sendo pago para estudar”. Exceto que você não estará “estudando”; você estará trabalhando, gerando conhecimento, e contribuindo para as universidades publicarem os artigos científicos que lhes servem como base de avaliação no cenário mundial.

- que, durante todos esses anos de pós-graduação, para receber uma bolsa você NÃO poderá ter qualquer outra fonte de renda? Sim, você pode ter outro emprego e fazer pós-graduação sem receber bolsa – mas é pouco provável que consiga terminar a pós-graduação assim. Para receber uma bolsa, você será obrigado a assinar uma declaração humilhante de que não tem qualquer outra fonte de renda. Bom, mais ou menos; a Capes há um ano decidiu aceitar acúmulo de bolsa com “emprego de verdade” SE for na mesma área da sua pós-graduação. Adivinha qual é a chance de você ter esse “emprego de verdade”? Pois é.

- agora, com o diploma de Doutor em mãos, você terá ganhado o direito de competir por vagas para… Professor. Isso mesmo: não de “pesquisador”, mas de “professor”. Isso porque as universidades públicas, onde a boa ciência é feita no país, somente contratam “professores”. Ou seja: com MUITA sorte, você será contratado, no mínimo SETE anos após a graduação, para fazer algo que você NUNCA fez: dar aulas. Seu salário inicial líquido (seu primeiro salário de verdade!) será algo em torno de 5 mil reais – mas não se engane, seu “vencimento básico”, aquele que o governo usará para talvez um dia pagar sua aposentadoria, será de não muito mais do que 2 mil reais…

- é mais provável, no entanto, que você NÃO consiga emprego imediatamente, uma vez doutor, e tenha que ingressar no limbo dos pós-doutorandos? Um “pós-doutor” é exatamente isso que o nome indica: alguém que já é doutor, mas ainda não tem emprego. É um limbo criado pelo sistema para manter interessados os cada vez mais numerosos recém-doutores que não encontram emprego nem como pesquisadores, nem como professores. Pela mesma tabela do CNPq, um recém-doutor recebe uma bolsa de R$ 3.700 mensais, livres de impostos. Ou seja: lembra daquele salário inicial dos seus colegas recém-formados? Um aspirante a cientista finalmente conquista o direito a um valor semelhante… SETE anos após a graduação. Ah, claro: ainda sem qualquer direito trabalhista, pois você “não trabalha”. Permita-me fazer as contas para você: a esta altura, você esta perto de completar 30 anos de idade, e oficialmente… “nunca trabalhou”;

- A esta altura, você já será para todos os fins práticos um Cientista – mas ainda não terá direito de pedir auxílio às agências de fomento para fazer pesquisa? Para gerenciar um auxílio-pesquisa é preciso ter vínculo empregatício com uma instituição de pesquisa – e isso, tirando os pouquíssimos cargos de Pesquisador de fato na Fiocruz, INCA, IMPA etc, você só consegue se virar… professor universitário;

- SE você conseguir ser aprovado em concurso para professor universitário E for fazer pesquisa de fato, você não inicialmente ganhará NEM UM CENTAVO A MAIS por isso? Você terá a mesma carga horária de aulas a cumprir, aulas por preparar e atualizar todos os semestres, mas o trabalho de pesquisa, com o qual você tanto sonhou, é… por sua conta. Se você resolver não fazer pesquisa e apenas der aulas, como você foi oficialmente contratado para fazer, está tudo bem. Talvez seus colegas torçam o nariz para você, porque esqueceram que também o emprego deles é apenas como professores, e não pesquisadores, mas você estará rigorosamente correto se só fizer seu trabalho de professor.

- Apesar disso tudo, sua progressão na carreira universitária será dependente do seu trabalho de pesquisa? Você leu corretamente: você foi contratado como PROFESSOR, mas sua avaliação funcional será feita de acordo com as suas atividades como PESQUISADOR…

- SE você tiver produtividade suficiente, em alguns anos você poderá concorrer a uma bolsa de Pesquisador do CNPq, que complementa seu salário em R$ 1.000 por mês. E isso é todo o incentivo financeiro que você receberá para fazer pesquisa.

Já desistiu? Pelo bem da ciência brasileira, espero que… sim. Esta é minha campanha de anti-propaganda em prol da melhoria da ciência no meu querido país: torço para que você tenha ficado indignado a ponto de considerar fazer outra coisa da sua vida. Precisamos de uma crise, e um desinteresse súbito da parte de nossos jovens seria muito, muito, muito eloquente.

Mas sei que a gente escolhe ser cientista assim mesmo, apesar de tudo isso. Quando eu entrei para a Biologia, em 1989, a situação era ainda pior. A ciência no país persiste graças a esses jovens idealistas, que querem contribuir para o progresso da nação apesar de serem mal-tratados e desvalorizados, e que topam embarcar em uma “carreira” que não lhes dará condições financeiras para terem uma vida independente antes dos TRINTA anos de idade – e olhe lá…

O motivo da greve dos professores nas universidades federais.

Posted in off topic on May 25, 2012 by José Augusto Fabri

Pessoal, várias pessoas me quetionam o por que da greve dos professores nas universidades federais, a Mônica Bergamo vai direto ao ponto:

http://bandnewsfm.band.com.br/Noticia.aspx?COD=595216&Tipo=363.

Abraços

José Augusto Fabri.

Barriga de peixe, ou o estulto “foquismo”

Posted in off topic on April 13, 2012 by José Augusto Fabri

Numa palestra para professores da Universidade Federal do Ceará, acerca dos elementos estéticos presentes na criação científica, um de meus comentários foi considerar um equívoco a ideia de que um indivíduo que tenha elegido um único tema de estudo e pesquisa ao longo de sua vida acadêmica, desde a iniciação científica até o pós-doutorado, seja alguém meritoriamente focado, o que o tornaria mais digno de pontos, por exemplo, num concurso qualquer. Aliás, frequentemente me vi envolvido em debates com colegas membros de bancas de seleção por advogar exatamente a opinião contrária: meu apreço por todo aquele que ao longo da vida se dedicou a pensar diferentes assuntos, mesmo os mais díspares e distantes entre si.

Após a fala e aberto os debates uma jovem bióloga declarou que tinha se reconhecido no meu comentário, dado ter empenhado toda a sua trajetória acadêmica estudando “barriga de peixe”. E que só havia se dado conta do quão pouco sabia da vida e do mundo em geral quando um namorado recente acabou deixando-a porque ela só sabia falar disso, de barriga de peixe. Obviamente não pude deixar de pontuar que quase sempre é assim que se dá o conhecimento, sendo ele obtido a partir de um sentimento ou emoção primordial – no seu caso, uma constatação de sua limitada percepção após se ver “apeixonada”.

Piadas à parte, esta reflexão precisa ser levada a sério. O quão deletéria e prejudicial tem sido essa tendência cada vez mais acentuada para uma especialização extrema, incentivada por mensurações de desempenho que quadriculam a realidade e se tornam um leito de Procusto no qual devem se acomodar pesquisadores e docentes.

Não custa relembrar o filósofo e matemático Bertrand Russel, uma das mentes mais proeminentes e profícuas do século vinte. Em sua autobiografia relata que seu avô (por quem foi criado), repreendeu-o ainda na infância por tomar e ler aleatoriamente livros dos mais variados assuntos de sua biblioteca, aconselhando-o a se dedicar apenas a um tema se quisesse ter sucesso na vida. “Ainda bem que nunca segui esse conselho”, conclui Russel, cuja vasta obra constitui um amplo leque de reflexões sobre ciência, filosofia, política, ética, economia e outros temas fundamentais para o homem e a sociedade humana. Russel se dedicou a pensar não somente no peixe inteiro como nos demais cardumes, bem como no rio onde nadavam e na floresta atravessada por ele, com todos os seus outros habitantes.

Muitos proeminentes pensadores e produtores de conhecimento podem ser lembrados como exemplos de indivíduos que tiveram percursos sinuosos por entre assuntos e temas variados, e com frequência se nota que suas contribuições mais originais provêm exatamente da capacidade de conectar aspectos distintos disto que chamamos realidade, os quais aparentemente se mostram distantes entre si. Aliás, o jornalista e escritor Arthur Koestler – que certamente faz parte desse grupo – em sua obra The act of creation conceitua como bissociação o processo pelo qual as pessoas criativas conseguem associar conhecimentos díspares ou pensar simultaneamente em planos distintos de referência. E não custa encerrar o parágrafo registrando que no presente século o prêmio Nobel de economia de 2001, Michael Spence, antes de se doutorar nessa área do conhecimento pela Universidade de Harvard, concluiu o bacharelado em Princeton e o mestrado em Oxford, ambos obtidos em artes.

“A ideia de que as pessoas devem ter uma certa percentagem de seu tempo para fazer coisas sem nenhuma ligação com sua tarefa talvez seja uma maneira boa de fazê-las pensar fora do plano.” Afirmação de Joichi Ito em entrevista à Folha de S. Paulo (de 02/01/2012). Diretor do Media Lab, um dos componentes do incensado Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ito, além de seu domínio em informática e física, orgulha-se de ser instrutor de mergulho, ocasião em que vê as crianças, seus alunos, aprenderem com vontade, alegria e determinação conceitos de física, química e matemática. Contudo, o que talvez cause mais espécie em nossos focados e titulados corpos docentes seja a informação de que Ito dirige o Media Lab do MIT não sendo portador sequer de um diploma de graduação. E que nunca conseguiu concluir os cursos nos quais se matriculou justamente por não se adaptar ao “foquismo” daquilo que tentavam lhe ensinar.

(Nesta altura temos que abrir um parêntese para registrar um caminho alternativo de reflexão, o qual, no entanto, não será trilhado aqui. Trata-se do desprezo que até hoje se devota às Carreiras Especiais dentro da Universidade, as quais deveriam abrigar pessoas como Joichi Ito, sem demérito de vencimentos ou incentivos forçados à titulação. Fecha o parêntese.)

Merece também menção o editor John Brockman e seus esforços para reunir pensadores das mais diversas áreas, compilando seus conhecimentos e opiniões sobre temas específicos em livros sob os mais variados títulos, o que vem fazendo desde 1998. Em seu entender tão-somente ideias vindas de diferentes áreas do conhecimento que possam se interligar e se interinfluenciar poderão conduzir à solução dos principais problemas que assolam a humanidade.

Entretanto, um caso exemplar e deveras significativo é o de Joseph Needham. Da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, era bioquímico de formação e se interessou pela China graças a uma namorada chinesa, que lhe ensinou a língua. Designado para um trabalho naquele país, acabou por formular a célebre “pergunta de Needham”: se desde tempos imemoriais aquele povo detinha o conhecimento e a tecnologia para a produção de tantos artefatos e produtos inovadores (como a pólvora, o papel e a seda), por que foram os ocidentais e não eles os criadores da ciência moderna?

Mesmo sem ter formação em história das ideias, resolveu pesquisar o assunto, no que foi apoiado pela sua instituição. Planejava escrever, em dez anos, em torno de sete volumes para responder a sua questão. Gastou, na verdade, quarenta anos e, até a sua morte (em 1995), já havia escrito quinze mil páginas de reflexões, construindo uma obra monumental. Nunca mais escreveu uma linha sequer sobre bioquímica, na qual o pensamento estulto talvez dissesse que ele deveria se manter focado. E, detalhe importante, nunca foi cobrado por isso; pelo contrário, foi incentivado e reconhecido por sua hercúlea tarefa.

Por todos esses breves fatos e ligeiras reflexões se me afigura cada vez mais surpreendente que a ideologia do “foquismo” esteja ganhando tantos adeptos no meio acadêmico. Sem dúvida, o trabalho focado parece consideravelmente menos desgastante e arriscado, com menor quantidade de leituras e reflexões a serem levadas a cabo e menores chances de fracasso. Porém, com ele, reduzidas são também as possibilidades de grandes saltos e inovações surpreendentes no conhecimento humano, notadamente a possibilidade de que se obtenham sínteses abrangentes e seminais.

Obviamente a probabilidade de surgimento de novos Russels ou Needhams será sempre baixa, dado serem pessoas acima da média (vide a curva de Gauss). Todavia, assim como é praticamente nula a probabilidade de rosas medrarem no deserto, na medida em que se criam ambientes aridamente “foquistas” se impede a germinação de mentes ávidas pelo trânsito sinuoso entre os campos do saber humano. E este parece ser especificamente o caso da norma firmada pela Capes de não atribuir, em sua avaliação, pontos a trabalhos de pesquisadores que não se restrinjam à área do programa de pós-graduação no qual estão credenciados. Além de tal prática ser arrogante, por supor a clarividência e a suprema sabedoria de seus avaliadores, que conseguiriam detectar de antemão desvios de rota e práticas dispersivas por parte de uma mente em processo de criação, ela parece estulta em si própria, preocupada apenas com a quantidade e não com a qualidade da produção acadêmica.

Note-se, por fim (mas não em último lugar), que todo e qualquer docente, pesquisador seja de qual área for, tem, por definição, ao menos mais um assunto do qual deveria se ocupar diariamente: a educação. Sim, pois sua prática numa instituição de ensino superior é, de modo precípuo, educacional, e esse campo de trabalho possui múltiplas vertentes de abordagem, quais sejam, históricas, econômicas, políticas, sociais, psíquicas etc. Contudo, pelos padrões avaliativos atuais tão-só os docentes das faculdades de educação merecem pontuação por seus trabalhos de reflexão sobre o tema. Essa barriga de peixe só a eles pertence.

(E num derradeiro parêntese cabem informações complementares. Primeiro, que “um dos motivos encontrados por Needham para o estancamento da criatividade chinesa a partir de 1500 foi justamente a aversão de uma estrutura burocrática acomodada na certeza de sua própria sapiência a tudo que discrepasse dos padrões impostos”. Citação esta retirada do artigo do psicanalista e docente da PUC São Paulo, Renato Mezan, “O Fetiche de Quantidade”, publicado na Folha de S. Paulo – caderno Mais – de 9 de maio de 2010, ao qual devo as informações sobre Joseph Needham. A esse respeito, ou seja, acerca de uma alucinada quantificação como parâmetro unívoco para a mensuração da produção acadêmica, remeto também o leitor ao meu ensaio “The Rotten Papers, ou Adiós Que Yo Me Voi”, publicado em A montanha e o videogame: escritos sobre educação – Papirus Editora.)

Prof. Dr. João Francisco Duarte Junior
Instituto de Artes, Universidade Estadual de Campinas, SP

Publicado no Jornal da Unicamp, no. 522, de 09 a 14 de abril de 2012

Survey na engenharia de software

Posted in off topic on March 27, 2012 by José Augusto Fabri

Pessoal,

Venho desenvolvendo um trabalho científico que tem como objetivo verificar se uma determinada especificação de software atende a critérios ligados a clareza, consistência e facilidade de entedimento. Durante a realização do trabalho tive que estruturar um survey. Neste texto defino de uma maneira bem simples a idéia de survey e os passos para a configuração do referido método de pesquisa.

O survey pode ser caracterizado como a coleta de informações sobre características, ações ou opiniões de um grupo de pessoas, representado por uma amostra, por meio de um instrumento de pesquisa, geralmente um questionário.

Para utilizar o referido método é necessário executar as seguintes atividades:

1) Definição da hipótese.

2) Conceber o protocolo que norteará a aplicação do survey: Conjunto de regras ambientes e comportamentais na qual se enquadra a pesquisa.

3) Execução do survey.

4) Análise dos resultados.

O protocolo irá nortear a execução do survey. Estabelecer um protocolo sólido e consistente é de extrema importância para o sucesso de uma pesquisa. Para construir um protocolo é necessário:

a) Caracterizar o tipo do survey a ser desenvolvido: Exploratório[1], explanatório[2] ou descritivo[3].

b) Estruturar os momentos de coleta dos dados: Longitudinal[4] ou corte-transversal[5].

c) Definir a unidade de análise: indivíduos, grupo de pessoas, setor de uma determinada organização, toda a organização ou grupo de organizações.

d) Definição da amostra: Por conveniência[6], por quotas[7], bola de neve[8], caso crítico[9], caso típico[10].

e) Definição do tamanho (segundo um determinado critério) da amostra: Números de entidades que irão participar do survey.

f) Definição e formatação do questionário coleta das informações. Questões abertas, fechadas, semi-abertas.

g) Validação do questionário: Clareza, precisão dos termos, quantidade de questões, formato, ordem das questões.

Lembro que estas definições foram caracterizadas de uma maneira bem simples. O texto é aberto e passível de contribuição.

[]´s

José Augusto Fabri – fabri@utfpr.edu.br


[1] Tem como objetivo identificar conceitos iniciais sobre determinadas características, ações ou opiniões, enfatizar quais conceitos devem ser medidos e como medi-los, descobrir e dimensionar a população de interesse são aspectos que caracterizam este tipo de survey.

[2] Tem com objetivo testar a relação causa/efeito de uma teoria caracteriza como o principal objetivo deste tipo de survey.

[3] Tem como foco verificar a percepção das características, ações, opiniões ou fatos estão de acordo com a realidade de uma determinada população.

[4]A coleta dos dados ocorre ao longo do tempo ou em pontos temporais específicos.

[5] A coleta dos dados ocorre em um momento único.

[6] As entidades participantes da amostra são escolhidas por estarem disponíveis.

[7] As entidades participantes da amostra são escolhidas proporcionalmente, seguindo um determinado critério.

[8] As entidades participantes no início da pesquisa indicam novas entidades.

[9] As entidades selecionadas representam casos essenciais para o escopo da pesquisa.

[10] As entidades selecionadas representam situações típicas da pesquisa, ou sejam, excluem os extremos.

Grupo de usuários de mapas mentais e mapas conceituais

Posted in off topic on February 27, 2012 by José Augusto Fabri

Pessoal, nos dias 29 de fevereiro e 01 março, estarei ministrando na UTFPR – CP um curso sobre a aplicabilidade de mapas mentais e mapas conceituais como ferramenta de ensino/aprendizagem.

Ressalto que, nos últimos anos, venho utilizando estes mapas na gestão do conhecimento dentro de um projeto de software.

Durante a confecção do curso resolvi criar um grupo de usuários sobre mapas mentais e mapas conceituais. O objetivo é aglutinar os trabalhos que utilizam mapas mentais e mapas conceituais gerados por professores, alunos e profissionais dos mais diversos domínios do conhecimento.

Maiores informações sobre o grupo de usuários click aqui.

Todo o material do curso pode ser acessado por este link.

fabri – fabri@utfpr.edu.br

O método de pesquisa experimental na área de engenharia de software

Posted in off topic on February 9, 2012 by José Augusto Fabri

Ontem, durante uma seção de orientação com alunos de iniciação científica defini de uma forma muito simples, com base na literatura, uma forma de realizar um experimento na área de engenharia de software. Vejam só:

O método de pesquisa experimental realiza teste das hipóteses através de um experimento controlado, projetado de forma a produzir dados necessários, podendo ser realizado em laboratório ou no próprio campo.

Para utilizar o referido método é necessário executar as seguintes atividades:

  • Definição da hipótese.
  • Concepção do protocolo experimental. Conjunto de regras ambientais e comportamentais na qual se enquadra o experimento.
  • Execução do experimento.
  • Análise dos resultados (mapeado em uma seção específica devido a sua importância).

O protocolo experimental irá nortear a execução do experimento. Estabelecer um protocolo sólido e consistente é de extrema importância para o sucesso de uma pesquisa. Para construir um protocolo é necessário:

  • Definir o ambiente do experimento. Nesta etapa os pesquisadores devem responder a seguinte questão: O experimento será realizado no laboratório ou no próprio campo do conhecimento?
  • Configurar o ambiente:

1)      Definição das entidades envolvidas nos experimento (pessoas, animais, software ou componentes).

2)      caracterização das entidades (idade, formação, raça, local de trabalho, cor, sexo…);

3)      Definição da amostra (quantidade de pessoas ou objetos que irão participar do experimento).

4)      definição da forma de coleta das informações (aplicação de questionário, observação direta das entidades …).

5)      Validação das informações (as informações geradas possuem consistência, são passíveis de generalização?)

Lembro que estas definições foram definidas de uma maneira bem simples. O texto é aberto e passível de contribuição.

Abraços.

José Augusto Fabri – Universidade Tecnológica Federal do Paraná (fabri@utfpr.edu.br).

Os números de 2011

Posted in off topic on January 2, 2012 by José Augusto Fabri

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011.

Aqui está um resumo:

O Madison Square Garden, em New York, possui 20.000 lugares. Este blog foi visitado cerca de 62.000 vezes em 2011 ou seja…

Clique aqui para ver o relatório completo

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