Archive for the off topic Category

Como montar um bom currículo para um emprego de TI?

Posted in off topic on September 23, 2009 by José Augusto Fabri

Hoje, logo pela manhã, um aluno apresentou-me a questão intitula esse post. A série “Emprego de A a Z” apresentada por Max Gehringer pode ajudar a todos.

Abraços

J. A. Fabri – fabri@femanet.com.br

A regulamentação da profissão de analista de sistema

Posted in off topic on August 25, 2009 by José Augusto Fabri

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania aprovou no dia 19 de agosto um parecer (que não significa o final do processo) que “… dispõe sobre a regulamentação da profissão de Analista de Sistema e suas correlatas …”

O Artigo 4º, parágrafo único diz: “É privativa do Analista de Sistemas a responsabilidade técnica por projetos e sistemas para processamento de dados, informática e automação, assim como a emissão de laudos, relatórios ou pareceres técnicos.” 

O referido parecer gerou uma grande discussão junto à comunidade acadêmica. Alguns são a favor da “cartolagem” outros contra. Neste post vou colocar minhas opiniões e apresentar alguns links que fomentam a discussão sobre o assunto.

Este blog é contra qualquer tipo de regulamentação na área da engenharia de software

Segue alguns argumentos que sustentam minha posição:

1 – A finalidade de um conselho (ou cartório) é garantir que os consumidores tenham acesso a produtos e serviços de qualidade. Infelizmente, nesse país a finalidade não está alinhada a praticidade, ou seja, a “cartolagem” preocupa-se exclusivamente em defender a sua classe, olha apenas para o seu próprio umbigo. São poucos conselhos que, realmente, olham para o consumidor.

2 – Por trás da aprovação do parecer existem interesses eleitoreiros econômicos. A criação de um conselho federal de informática arrecadaria cerca de 150 milhões de reais por ano. Pode ter certeza que alguns senadores e deputados irão abocanhar uma boa parte dessa grana. Quem vai pagar a conta? Todos que quiserem trabalhar.

3 – A qualidade de um software passa e muito pela qualidade do processo. Um processo é dividido em atividades: levantamento de requisitos, análise de sistemas, projeto de software, programação, teste e implantação são exemplos de algumas.  Percebam que análise de sistemas é apenas uma das atividades do processo. Aspectos relacionados a segurança e usabilidade são índice qualitativos que contextualizam o produto. Neste caso para garantir qualidade devemos então regulamentar a profissão de gerente de projetos, arquiteto, programador, testador?

4 – Existe grande confusão entre formação, competência e certificação. O processo de formação profissional é contínuo, ele agrega todas às experiências profissionais realizadas. A universidade tem como objetivo apresentar e buscar a internalização do conhecimento, nela construímos um alicerce sólido para desenvolver as diversas competências. Lembre-se que é perfeitamente possível internalizar conhecimento fora do contexto universitário. A competência, sob a ótica da engenharia de software, aflora no momento que nos relacionamos com atividades profissionais que permeiam o cotidiano da área. Saliento que não é impossível ser competente sem possuir uma base sólida de conhecimentos. A certificação apenas atesta que o conhecimento foi internalizado por alguém e isso não é o mais importante. Nenhum certificado demonstrará que alguém é capaz de estabelecer as relações necessárias para o desenvolvimento de competências.

5 – No parecer, se as áreas correlatas não contemplar os tecnólogos, cientistas da computação e os bacharéis em sistemas da informação teremos todos que voltar aos bancos universitários para aprendermos análise de sistemas. É piada…

6 – Acho que o senador Jarbas Vasconcelos, autor da proposta, não possui a mínima noção do contexto sistêmico no qual está inserido. O MEC, em sua adequação de Catálogo dos Cursos de Graduação, informa que o curso de Bacharelado em Análise de Sistemas não deverá mais existir no Brasil. Teremos somente os Cursos Superiores de Tecnologia de Análise e Desenvolvimento de Sistemas. Essa regulamentação, também, vai contra as deliberações do Supremo, que derrubou a obrigatoriedade do diploma para os jornalistas.

7 – Reserva de mercado. As empresas que não possuem analistas de sistemas diplomados (ou certificados) terão que contratar um para assinar o projeto atestando a qualidade (em tom de ironia: todos sabemos que o analista de sistema é o ator responsável pela qualidade de um software). Quem irá ganhar com isso? Reserva de mercado, em um mundo globalizado é péssimo, lembre-se que eu posso trabalhar para clientes na esfera internacional em qualquer lugar. As grandes multinacionais não querem saber se você é formando, elas querem que você resolva problemas.

8 – Lembre-se que o conceito sistêmico transcende a atividade de informática em si. O analista é caracterizado como um profissional com capacidade de materializar, em uma linguagem específica, as relações processuais de um sistema. O que é mais fácil: um gerente de um grande banco aprender a linguagem específica e participar ativamente de um projeto, ou um analista aprender todas as prerrogativas que compõem um sistema bancário para, posteriormente, desenvolver a análise?

Enfim, a discussão está aberta. Opinem, debatam…

Você pode encontrar mais informações sobre o assunto nos links abaixo:

“Desregulamentar profissões. Todas!”, por Alexandre Barros em http://migre.me/5otL

Opinião sobre a regulamentação com exclusividade, por Geraldo Xexeo em http://xexeo.wordpress.com/2009/08/20/opiniao-sobre-a-regulamentacao-com-exclusividade/

O Erro na fé sobre o diploma, por Geraldo Xexeo em http://xexeo.wordpress.com/2009/08/21/o-erro-da-fe-no-diploma/

Profissão meio e profissão fim, por Silvio Meira em http://smeira.blog.terra.com.br/2009/08/17/profisses-regulamentao-flanelinha-capoeirista/

Abraços

José Augusto Fabri

fabri@femanet.com.br

Entre o jornalista e o jornaleiro existe uma grande latrina

Posted in off topic on August 12, 2009 by José Augusto Fabri

Neste país cansei de verificar casos em que a imprensa noticiou somente o que lhe convinha, estou falando do pior tipo de imprensa que existe – a IMPRENSA COMPRADA, econômica e politicamente. Essa afirmação pode ser comprovada de uma maneira muito simples, pesquise, em qualquer site de busca (o Google, por exemplo), o termo IMPRENSA COMPRADA e veja o resultado.

Para sustentar o título delineado para este texto vou definir, rapidamente, alguns termos simples e corriqueiros.

I Jornalista

Profissionais que lidam com notícia, dados factuais e divulgação de informações verídicas.  O jornalista é responsável por coletar e redigir informações sobre eventos atuais.

II Notícia

É um acontecimento divulgado pelos meios de comunicação. Podemos sistematizar a notícia como a matéria prima de um evento relevante que merece publicação numa mídia. Quatro fatores influenciam a qualidade de qualquer notícia:

1 – Novidade: o jornalista não deve repetir notícias já conhecidas.

2 – Proximidade: o contexto da notícia deve se aproximar de seu público (os leitores).

3 – Relevância: a notícia deve ser significativa, acontecimentos banais e corriqueiros não interessam ao público.

4 – Veracidade: o jornalista deve comprovar se a fonte de informação é confiável e se a notícia possui veracidade para ser publicada.

III Jornaleiro

É a última etapa da cadeia de produção e distribuição dos jornais e revistas materializados em mídias impressas. Este tipo de profissional trabalha no sistema de consignação, recebendo certo percentual por cada venda de jornal ou revista.

IV Latrina

Palavra utilizada como sinônimo de vaso sanitário ou sanita. Objeto usado, por seres humanos, para evacuar e urinar.

Em meu singular ponto de vista, os jornalistas que não se preocupam com a qualidade de uma notícia veiculada são considerados meros evacuadores de palavras pífias nas latrinas sociais que constituem esse país. De um lado existem pessoas que deveriam primar pela ética (os jornalistas). Na outra ponta, pessoas simples e humildes com a missão de materializar as informações em nossas mãos (os jornaleiros). No meio uma sociedade vitima das fezes propagadas pelos “latrinistas”.

Por fim, resta-me saber a qual latrina pertenço no momento que dou credibilidade a um “latrinista” qualquer.  

Abraços

José Augusto Fabri

fabri@femanet.com.br

Blog no twitter

Posted in off topic on June 30, 2009 by José Augusto Fabri

Acompanhe o blog engenhariasoftware no twitter, acesse:
http://twitter.com/engsw

abraços

J. A.

Que PAÍS queremos construir?

Posted in off topic on June 29, 2009 by José Augusto Fabri

Caros Colegas

Acabei de receber um convite, no mínimo, inusitado. A referida “universidade” está prestes a passar por uma reavaliação do MEC e procura por professores doutores para “engrossar o caldo” de seu pobre corpo docente.

Por questões éticas, não divulgarei o nome da universidade, da cidade e do coordenador do curso.

Acredito que a comunidade deve ficar atenta no momento de escolher ou indicar cursos destas “universidades de beira de estrada”.

Segue o e-mail convite (atente-se para a questão ortográfica).

Bom dia José, meu nome é xxxx sou o coordenador da computação da xxxx do campus de xxxxx, estou contatando você por indicação do professor yyy e do professor yyyy, José estou contratando um Dr. para esse primeiro momento  formular duas questoes mês no estilo ENADE em uma disciplina de vossa escolha, sem necessitar estar presente no campus, ganhando 1hora aula semana para tal atividade, (algo entorno de R$140,00 reais mês)se voce se enteressar favor retorne o contato o quanto antes”.

Acho que o trecho extraído da música de Renato Russo resume a situação que chegamos (http://letras.terra.com.br/legiao-urbana/46973/). Os grifos são de minha autoria.

Nas favelas, no senado (inclusive na universidade)

Sujeira pra todo lado

Ninguém respeita a constituição (muito menos a ética)

Mas todos acreditam no futuro da nação (Será?)

Que país é esse?

Mas o Brasil vai ficar rico (Quem é o Brasil?)

Vamos faturar um milhão (Quem? Eu? Você? O dono a universidade em questão?)

Quando vendermos todas as almas (Olha que estamos quase lá. Tem muito gente vendida em todas as esferas)

Dos nossos índios num leilão

Que país é esse?

J. A.

fabri@femanet.com.br

A situação das Fundações Educacionais não é das melhores…

Posted in off topic on May 27, 2009 by José Augusto Fabri

José vende pão para financiar projetos assistenciais para crianças carentes. Até meados da década 1990, o pão de José tinha grande aceitação no mercado. De uns anos para cá a situação mudou um pouco, veja só:

1 – O custo de produção do pão aumentou drasticamente, pois os padeiros de José se especializaram (lembre-se que manter pessoal de qualidade exige maior remuneração).

2 – A qualidade do pão aumentou, padeiros especialistas produzem pão cada vez melhor.

3 – O nível do paladar da população diminuiu, ou seja, em matéria de pão a população está menos exigente.

4 – Surgiram várias padarias (que muitas vezes não se preocupam com a qualidade), a concorrência aumentou.

5 – Não existe uma fiscalização intensa da agência sanitária. As agências “afrouxaram” as regras.

Resultado: José vende, a cada dia, menos pão e com o passar do tempo o custo de produção só aumenta.

Plagiando Carlos Drummond de Andrade, questiono: “E agora José?”

Existem diversas fundações do terceiro setor, inseridas no contexto educacional, que se assemelham a padaria de José.  Vejam só a analogia:

1 – Algumas fundações possuem um corpo docente altamente qualificado, fato este que implica em um aumento constante no pagamento de pessoal.

2 – A qualidade do ensino, neste segmento, é indiscutível.

3 – A população brasileira a cada dia encontra-se menos exigente em matéria de ensino.

4 – Surgiram várias instituições particulares, discutíveis qualitativamente, neste segmento de mercado.

5 – Os órgão reguladores, cito MEC e CEE-SP, afrouxaram as regras promovendo a dita “expansão do ensino superior no Brasil”.

O que fazer para que o “povo não suma”?

Nos itens delineados a seguir, apresento, segundo meu ponto de vista, algumas ações que podem evitar que “José fique com a chave na mão e não abra a porta”.

1 – Com uma grande massa de mestres e doutores essas instituições podem obter ajuda das agências de fomento.

Errado. As agências dividem sua miséria com instituições solidificadas . A maioria das fundações educacionais não possui pesquisa de expressão e sequer plano de carreira.

2 – Demitir professores altamente especializados.

Errado. A maioria das fundações não está capitalizada para agir desta forma. Ao perder os professores especializados perderão a qualidade que possuem e conseqüentemente a parcela da população que procura o referido atributo debandará.

3 – Reduzir salário, cortar dissídio.

Errado. Medida paliativa lembre-se que os padeiros gostam de estudar e de se especializar, os cortes e as reduções só prorrogarão a explosão do forno da padaria. Ao aplicar cortes constantes você corre o risco de perder seus melhores padeiros.

4 – Aumentar o capital de giro se capitalizando via iniciativa privada.

Correto: As fundações educacionais devem apresentar ao mercado o lucro que elas podem dar. Se isto acontecer investimentos virão.

5 – Criar uma estrutura sólida para que o capital humano possa atuar, junto ao meio econômico, fora da sala de aula.

Correto. Ao criar uma carteira de consultorias para o setor econômico, você beneficiará a todos. As empresas absorverão conhecimento, os professores serão remunerados quando as consultorias forem realizadas e as fundações, também, serão remuneradas por manter tais professores consultores.

6 – Criar um plano de carreira.

Correto. Desde que o plano de carreira seja verdadeiro. Lembre-se, se o colaborador possuir “certa” estabilidade ele investirá tempo na resolução de problemas que gerem valor agregado para instituição. O plano de carreira alavanca a pesquisa e com isto podemos participar da divisão da miséria.

7 – Buscar estratégias diferenciadas de avaliação da qualidade.

Correto. As estratégias diferenciadas devem focar os aspectos qualitativos. Atualmente, a maioria das avaliações possui um caráter altamente quantitativo. Por que não criar um comitê de avaliação, por curso, que possua um representante docente, um representante discente e, principalmente, um representante do mercado? Acredito que uma visão externa será bem vinda.

8 – Ouvir o mercado de trabalho.

Correto. Que tipo de profissional o mercado procura? Esta questão é extremamente salutar dentro do contexto “educacional” do país. O referido contexto nunca esteve alinhado com o mercado. As iniciativas que contemplam  tal alinhamento são pífias.

9 – Que as visões estratégica e tática discutam os assuntos relevantes.

Correto. Os gestores devem canalizar suas forças no que realmente traz valor agregado. O contato direto com o setor econômico e político são as principais atribuições dos presidentes e diretores das fundações.

Em fim, a discussão está aberta.

Que José e seus padeiros mudem essa realidade. Com certeza todos têm elementos e ferramentas para isto.

E ai padeiro… quando sai à próxima “formada”?

Abraços

J.A.

fabri@femanet.com.br

Engenharia Software Conference

Posted in off topic on May 20, 2009 by José Augusto Fabri

Nesta sexta-feira em São Paulo ocorre a Engenharia de Software Conference.

Aproveito a oportunidade para convidar você a participar da conferência.

A programação completa do evento pode ser acessada em: http://www.devmedia.com.br/es_conference/

J. A.

fabri@femanet.com.br

Assinatura de revista de TI gratuíta-informationWeek

Posted in off topic on March 31, 2009 by José Augusto Fabri

Pessoal…

Segue mais uma oportunidade para se manter atualizado, assine gratuitamente a revista informationWeek.  Já recebo a revista a algum tempo, ela possui algumas matérias e informações interessantes. Podemos dizer que a revista é generalista para área de TI.  Dá um pouco de trabalho preencher o cadastro mas vale a pena perder alguns minutos. Para receber a revista basta preencher o formulário de qualificação desponibilizado em: http://www.informationweek.com.br/.

Espero que todos se qualifiquem e recebam a revista.

J. A.   fabri@femanet.com.br

Oportuindade para aprender ou aprimorar seu inglês

Posted in off topic on January 28, 2009 by José Augusto Fabri

Todos nós sabemos que para se obter uma boa colocação no mercado de TI é necessário ler, escrever e falar uma língua estrangeira (o inglês). A comunidade livemocha (indicação de Daniel Leite de Carvalho, um amigo) é um bom ponto de partida para os novatos e uma ótima oportunidade para os veteranos se aprimorarem na sua segunda língua.

Você também pode ensinar o português para estrangeiros e fazer novos amigos.

Link para acesso: http://www.livemocha.com/

Abraços

J.A.

Vai faltar muito mais que doutor

Posted in off topic on November 26, 2008 by José Augusto Fabri

 

Venho acompanhando uma grande discussão na lista da Sociedade Brasileira de Computação. Tudo começou com um e-mail dizendo que iria faltar doutor para preencher uma série de concursos públicos nas universidades federais e estaduais de norte a sul do país. Eu, particularmente, acredito que irá faltar muito mais do que doutores, a educação brasileira está preste a entrar em colapso em um futuro próximo. Como diz a crônica de Julio Clebsch, vivemos em uma geração de vidiotas.

Moro em um país em que os alunos terminam a quarta série sem saber ler e escrever (e não são poucos). Em meu estado graças à fatídica progressão continuada, existem alunos que terminam o ensino fundamental e não conhecem conceitos básicos da matemática. Olha que estou vivendo em um dos estados mais abastardos da nação.  Vocês já experimentaram ler uma redação de um aluno concluinte do ensino fundamental? Vejo o desespero de minha esposa, professora de língua portuguesa, ao se deparar com os péssimos textos produzidos. Esse público já chegou às universidades particulares há um bom tempo, e agora é a vez das públicas localizadas nos pequenos centros. Que as universidades federais se preparem, pois as contas serão de 50%…

Pergunte aos filhos de vocês: Quem quer ser professor de matemática ou língua portuguesa? Estenda a pergunta para os formandos do ensino médio: o negócio é feio. Vai faltar professor!!! Sim!!! Professor para ensinar os nossos netos e bisnetos. Acredito que discussão deva sair da esfera computacional. Existem outras questões a serem debatidas: Em vinte anos, quantos candidatos estarão habilitados a entrar em um programa de mestrado? A meu ver a massa pensante neste país vem se deteriorando. Quantos de nossos alunos se interessam por política, economia e educação? Espero ser contrariado por todos…

O que fazer então?

Não tenho competência para resolver todos os problemas, porém vejo algumas alternativas que podem ser implementadas, neste texto cito algumas:

Inverter, gradualmente, a ordem dos valores em todos os níveis educacionais:

Um professor adjunto de uma universidade federal possui um salário mensal que gira em torno R$ 6.500,00. Já uma professora do ensino fundamental, aquela que tem como missão de alfabetizar a minha filha o seu filho, em meu pequeno município, recebe mensalmente cerca de R$ 1000,00. Em hipótese alguma defendo a redução de salário de alguém. Defendo, sim, um índice maior de reajuste para as professoras. Imagine viver, HOJE, em uma realidade que a professora do ensino fundamental tenha um salário R$ 5.000,00 e o professor adjunto tenha vencimentos mensais de R$ 10.000,00. Teríamos um maior comprometimento dos professores? Teríamos mais pessoas interessadas em ser professor? Em hipótese alguma quero ser utópico, sei que isto envolve diversos fatores político-econômicos. A mudança não vai ocorrer de hoje para manhã.

Invertendo ainda: Qualidade em vez de quantidade:

Neste país a moda é o número, a estatística. O Brasil possui somente cerca de x% de analfabeto. Estamos formando y% profissionais por ano. Questiono: Qual a qualidade dos profissionais que estamos formando? Novamente, estes profissionais serão responsáveis por ensinar nossos filhos e nossos netos, cuidar de nossa saúde? Estudos indicam que cerca de 60% dos médicos formandos não possuem condições de exercer a profissão. Neste mês minha filha de 2 anos passou por 3 médicos da rede particular e os três emitiram o diagnóstico errado. O profissional que acertou com milha filha terminou o seu curso em dezembro 1975, fiz questão de prestar a atenção em seu diploma exposto em seu consultório. Experimente a rede pública de saúde e me fale… Que tal discutirmos o contexto mercantilista do ensino em todos os níveis? Tem muita escola particular de ensino médio que o lema é: papai pagou o filhinho passou, e lá estamos nós, pais, aplaudindo o vidiotinha em formação. No ensino superior, todos já sabem o que ocorre… Proponho um afunilamento, só é aprovado quem sabe. O aluno deve fazer prova e trabalhar com afinco para mostrar conhecimento adquirido. Na maioria dos níveis educacionais a política foca a quantidade. É necessário focar qualidade. Será que os mercantilistas querem isto?

Aumentar e Equalizar os investimentos educacionais por todo o país

No Brasil, os investimentos em educação e cultura são pequenos, varia de 3.9% a 4.5% do PIB. Lembrando que no quesito arrecadação de impostos somos os melhores do mundo. O aumento e a equalização de recursos devem ser revistos pelo poder público. Costumo dizer que algumas áreas do país deveriam ser tratadas como política de estado e não como política partidária, educação é uma delas. Quando isto ocorrer podemos sair do buraco que estamos ajudando a cavar.

Enfim, a geração dos vidiotas já chegou, espero que nosso país não entre em circulo vicioso. Fica  a minha opinião sobre o assunto. Como disse no início, espero ser contrariado por todos…

José Augusto