A relação entre a teoria e a prática no ensino de engenharia

Posted in Ensino de engenharia de software with tags , , on August 26, 2015 by José Augusto Fabri

Pessoal, nesta semana me deparei com o um texto Sistemas de Informação e Engenharia de Software: Cadê as Escolas? (Silvio Meira)

De antemão, afirmo que o texto é excelente e concordo os vários pontos relatados.

Ao ler o texto você consegue visualizar rapidamente a relação entre teoria e prática no ensino de engenharia. Ao meu ver, esta relação é apresentada, de forma concisa na figura abaixo.

teoriaPrarica

Perceba que a figura mostra que os docentes imersos no sistema de ensino superior brasileiro são extremamente teóricos (quadrante roxo), fato este que não caracterizo como demérito. O problema encontra-se na capacidade de aplicarmos todo aparato teórico de forma prática, possibilitando a conjunção das ações pesquisar e desenvolver – maximizar a agregação de valor e gerar riqueza de forma sólida e consistente (quadrante vermelho).

Nossa missão é transpor o aluno, imerso no quadrante azul, para o quadrante vermelho. Para cumpri-la devemos nos posicionar neste quadrante. Fato este que não ocorre facilmente, pois esbarramos sempre na base legal que rege as universidades públicas, que impede que os professores se insiram na indústria e obtenham algum retorno. Saliento também que o sistema de avaliação CAPES não colabora com a transposição. O referido sistema, caracterizado como “meritocrático”, qualifica de forma ampla aquilo que chamo de publicação de prateleira (ninguém usa, ninguém lê e não gera valor de forma efetiva). Eu mesmo tenho uma série destas publicações – é meu amigo, são as regras do jogo. Outro fato que colabora com a não transposição dos docentes para o quadrante vermelho é o comodismo, conheço diversos professores que se acostumam com este sistema e são avessos a mudanças.

Por fim, os fatos explicitados no parágrafo anterior nos leva ao fluxo 3 da Figura, na qual o aluno é transposto para o quadrante roxo, ou seja, quando formados são mais teórico e menos práticos. Este fato não possibilita a união das ações pesquisar e desenvolver retratada no quadrante vermelho.

Como mudar esta realidade?

José Augusto Fabri – fabri@utfpr.edu.br

Alunos da Computação da UTFPR-CP na final da conferência Mapa da Educação

Posted in Sem-categoria on July 28, 2015 by José Augusto Fabri

O grupo Ensino Lúdico de Lógica de Programação, ELLP, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná campus Cornélio Procópio foi selecionado para participar na final da Conferência Mapa Educação no dia 29 de agosto em Brasília.

O Mapa Educação caracteriza-se como uma organização não governamental e tem como objetivo engajar o jovem no debate nacional para uma educação de maior qualidade.

Este evento busca eleger os melhores projetos que visam promover a educação brasileira. Caso o projeto seja eleito este pode ser implantado em todo o País.

Estarão presentes na conferência Denis Mizne, Diretor Executivo da Fundação Lemann, Cristovam Buarque, Senador do Distrito Federal, Daniel Barcelos Vargas, secretário-executivo da Secretaria de Assuntos Estratégicos, entre outros.

Possivelmente participarão do evento a Presidenta Dilma Rousseff, Jorge Paulo Lemann e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.

A iniciativa Ensino Lúdico de Lógica de Programação é levar os conhecimentos de programação e articular com os conteúdos do Parâmetro Curricular Nacional, por meio das ferramentas Kodu Game Lab e o robô Lego Mindstorms.

Para viabilizar a participação de um dos integrantes do grupo ELLP será necessário a arrecadação de fundo via o sistema crowdfunding (apoio comunitário para desenvolvimento de projeto). O sistema de crowdfunding utilizado pelo Mapa Educação é O Formigueiro. Você pode doar qualquer valor acessando o site: http://www.formigueiro.org/projetos/grupo-14-desafio-mapa-educacao

O ELLP agradece a colaboração de todos!

Kabanize apoia o projeto Kanban no desenvolvimento distribuído de software

Posted in Sem-categoria on July 21, 2015 by José Augusto Fabri

Pessoal no final do semestre o kabanize.com nos deu total apoio no desenvolvimento do projeto Kanban no desenvolvimento distribuído de software. Além de liberar uma licença para nossos alunos eles também publicaram os resultados preliminares no site. Abaixo disponibilizo dois links: um com a publicação do kabanize e outro com o modelo utilizado para execução do projeto.

http://blog.kanbanize.com/studying-kanban-to-teach-distributed-software-development/

http://wp.me/pcuYv-Dr

Rubem Cardoso, parabéns pelo trabalho desenvolvido até ao momento.

A engenharia do como

Posted in processo de produção de software, Introdução a Engenharia de Software with tags , , on June 11, 2015 by José Augusto Fabri

A engenharia pode ser caracterizada como a arte de aplicar os conhecimentos, advindos das mais variadas áreas de conhecimento, na criação ou aperfeiçoamento de materiais, estruturas, máquinas, aparelhos, sistemas ou processos.

Já a ENGENHARIA DE SOFTWARE pode ser considerada uma área da Ciência da Computação que tem como objetivo a especificação, desenvolvimento e manutenção de sistemas de software. Atualmente, a ENGENHARIA DE SOFTWARE,                também estabelece uma relação estreita com outras áreas do conhecimento, tais como: Gerência de Projetos; Teoria da Qualidade; Gestão de Conhecimento.

Ao analisar ambas as definições é possível perceber que todas tratam o que fazer e não como fazer. Este fato é estendido aos livros, modelos de qualidade, disciplinas, consultorias e cursos ligados  à ENGENHARIA seguem o mesmo raciocínio, relatam o que e não como.

Afirmo isto com legitimidade, pois participo de diversas consultorias e trabalho dentro de um curso de engenharia de software que contrapõe a afirmação apresentada acima. A prova desta contraposição está ligada ao feedback que recebo de vários alunos e clientes (empresas que nos contratam, via Fundação, em consultorias). Estes feedbacks estão armazenados em minha base histórica de projetos, compartilho alguns com vocês.

  • O método de trabalho delineado pela sua equipe para nossa empresa alterou nossa forma de trabalho. Vocês executaram conosco, de forma prática, o método proposto, todos perceberam como fazer para estabelecer métricas de qualidade. A outra consultoria dizia-nos apenas o que fazer”. (feedback obtido após a implantação de um processo em uma empresa).
  • Professor, em sua disciplina sempre você apresenta como trabalhar a engenharia de software, você vai além do campo teórico, sempre embuti a prática em todas as aulas – esta constatação também pode ser estendida a todos os demais professores” (feedback obtido no final de 2014, após ministrar aulas de introdução a engenharia de software, no curso de Bacharelado em Engenharia de Software da Universidade Tecnológica Federal do Paraná).

Todos nós, profissionais que trabalhamos diretamente com as Engenharias, devemos relatar para toda a comunidade, acadêmica e empresarial, como fazer e não somente o que fazer.

O como fazer gera mais positividade, ou seja, a percepção do processo é real e todos entendem passo a passo aquilo o que está sendo construído. Possibilitam os envolvidos a receber um conjunto de conhecimentos mais sólidos.

Importante: O como fazer provê um aprendizado mais rápido e com maior qualidade.

Saia da esfera teórica e atinja a prática, durante a realização de seu trabalho, de suas aulas, de suas consultorias e na concepção de seus livros e materiais – foque mais o como.

Acredito que estamos perdendo este horizonte. As nossas universidades são, em sua grande parte, teóricas. A indústria necessita de pessoas que resolvem problemas de forma rápida e consistente.

Enfim, que tal praticar mais a engenharia do como e menos a engenharia do que?

José Augusto Fabri – fabri@utfpr.edu.br

Utilizando o Mindstorms ev3 no ensino fundamental e médio

Posted in gestão do conhecimento, Introdução a Engenharia de Software with tags , , , on June 2, 2015 by José Augusto Fabri

mindstorms

(Projeto coordenado por Marília Gabriela de Souza Fabri)

Pessoal, este texto destina aos diretores de escolas (públicas ou privadas) e professores que desejam utilizar o Mindstorms (robô apresentado na foto) no ensino fundamental e médio.

No texto, nós professores do Laboratório de Inovação (LabInov) da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Cornélio Procópio  (UTFPR-CP), estamos trabalhando com alguns projetos que envolvem alunos de escolas públicas e privadas no ensino de conceitos abstratos como física, programação de computadores, lógica e matemática.

Os objetivos dos projetos estão diretamente ligados a ideia de potencializar o raciocínio abstrato dos alunos e implementar técnicas para melhorar o desenvolvimento cognitivo.

Iremos apresentar uma pequena parte de um dos projetos desenvolvidos pelo LabInov.

Projeto: Ensino de geometria plana utilizando a Linguagem Logo e Mindstorms ev3.

Público alvo do projeto: Alunos do ensino fundamental.

Durante a execução deste projeto os alunos tiveram contato direto com os conceitos de introdutório ligados a geometria plana. Foram trabalhados conceitos inerentes a: reta; semireta; segmento; ângulo e propriedades angulares das figuras geométricas.

Abaixo é possível encontrar dois vídeos que trabalham diretamente estes conceitos utilizando a linguagem logo.

Perceba que no primeiro, os alunos do ensino fundamental executam os procedimentos: reta; semireta e segmento. Importante este procedimentos foram implementados pelos próprios alunos

Já o segundo apresenta os alunos implementando procedimentos: quadrado, quadrado1, triângulo e pentágono. No procedimento quadrado os alunos não utilizam o comando repita, comando este que agiliza a construção dos procedimentos. O repita é utilizado para as demais figuras. Por fim é importante ressaltar que na construção do triângulo e do pentágono os alunos percebem que uma das propriedades da figura é dividir 360 (área da circunferência) pelo número de lados que a figura possui. O resultado desta divisão caracteriza o grau que o ângulo deve possuir na composição da figura.

Após apresentar os referidos conceitos utilizando a linguagem Logo, os alunos trabalham diretamente com o Mindstorms (vide vídeos abaixo).

No primeiro vídeo é possível perceber que os alunos inserem dentro de uma estrutura de repetição dois objetos, o primeiro objeto possibilita o robô traçar os lados do quadrado, o segundo proporciona ao mindstorms rotacionar 90º.

O segundo vídeo apresenta o Mindstorms ev3 trançando um quadrado.

Já o terceiro apresenta os alunos interagindo fortemente com Mindstorms.

Por fim, é importante salientar que estou a disposição de todas as escolas do Brasil para realizar apresentações aos alunos, esta apresentação é classificada como um dia diferente da matemática na escola. Basta agendarmos e equalizarmos a forma de deslocamento, que um dos pesquisadores do LabInov vai até a escola.

Marília Gabriela de Souza Fabri

Contato: fabri@utfpr.edu.br

Como aplicar pontos por função na manutenção de um software?

Posted in gestão de projetos with tags on May 28, 2015 by José Augusto Fabri

Uma excelente pergunta. Acabei de recebê-la, via e-mail, do Jone Nunes.

Para respondê-la vou apresentar o problema reportado no e-mail.

“Vamos supor que eu tenho uma funcionalidade X que realiza uma entrada de dados qualquer. Necessito adicionar um campo a referida funcionalidade.  A informação quando digitada deve ser validada. Para validar a informação é necessário acessar 3 tabelas diferentes”.

Perceba que o problema é algo inerente à atividade de manutenção de software. Para calcular a complexidade desta manutenção utilizando pontos por função você deve seguir os seguintes passos:

1 – Mapeie a quantidade de tipo de elemento de dados que você irá manipular na manutenção. Perceba que trabalharemos diretamente com a inserção de um campo na entrada de dados e uma chave de acesso (utilizada nos procedimento de validação). Essa chave de acesso será comparada com o chave primária de outras 3 tabelas.  Neste caso temos: 1 campo + 1 chave de acesso + 3 chaves primárias = 5 tipos de elementos de dados.

2 – Calcule a quantidade de tipos de arquivos referenciados que você irá manipular na manutenção. Tendo em vista que a funcionalidade X é caracterizada como uma entrada de dados, suponho que esta entrada é armazenada em arquivo (ou tabela). Para validar a informações digitada é necessário acessar mais 3 tabelas. Neste caso a quantidade de tipos de arquivos referenciados é 4.

Resumindo, temos:

5 tipos de elementos de dados.

4 tipos de arquivos referenciados.

Ao utilizar a teoria básica para calculo de pontos por função obtenho a complexidade de 6 pontos para efetuar a manutenção (complexidade alta).

Concluindo:

A aplicabilidade da métrica pontos por função adere perfeitamente à atividade manutenção. Nesta atividade você deve mapear com um alto grau de certeza o número de tipos de elementos de dados e de tipos de arquivos referenciados e posteriormente efetuar o calculo.

José Augusto Fabri fabri@utfpr.edu.br

Capacidade, Agilidade e Perseverança…

Posted in gestão do conhecimento on April 29, 2015 by José Augusto Fabri

capacidadeAglidadePerseverancaTrês adjetivos que temos que buscar em nosso dia-a-dia como profissional.

A capacidade do Latim CAPAX, “o que pode abranger muito”. Em nosso contexto a capacidade caracteriza um indivíduo que abrange muito conhecimento em uma determinada área, por exemplo: você pode abranger um imenso conhecimento para lidar com números.

A agilidade deriva do Latim AGILITAS, “rapidez, mobilidade”. Em nosso contexto a agilidade é a capacidade de executar algo de forma rápida.

Perceba que a definição de agilidade passa pela capacidade. No mercado altamente dinâmico não basta ser capaz somente, é necessário ser ágil. A sociedade moderna está cada vez mais em busca de novos produtos que facilitam o seu dia-a-dia. Para criar estes produtos é necessário inovar, você consegue inovação somente se unir capacidade e agilidade. Sai sempre na frente.

Por fim, temos a perseverança, que caracteriza uma determinação constante. A determinação não é nada mais do que ter foco na ação. Em nosso contexto as suas ações devem levar você sempre a buscar novos conhecimentos, ou seja, se tornar mais capaz.

Seja perseverante na busca da capacidade. Utiliza a sua capacidade com agilidade.

José Augusto Fabri – fabri@utfpr.edu.br

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