A qualidade do software passa pela padronização do código fonte

 

A padronização de código é uma prática nas empresas de software? Existe algum padrão de código amplamente utilizado pelas empresas brasileiras? Qual o melhor padrão de código para você? Quais as principais vantagens de se utilizar um padrão de código? Professor, as IDEs já não padronizam o código?

As perguntas acima foram feitas durante uma aula de engenharia de software. Neste post vou tentar compartilhar com vocês as respostas delineadas.

A padronização de código é uma prática nas empresas de software?

Grande parte das empresas produtoras de software não utiliza qualquer tipo de padronização na construção de seu código fonte. Já visitei empresas que desenvolvem produtos em Java e nunca ouviram falar no Java Code Convention (http://java.sun.com/docs/codeconv/). A utilização de um padrão de código é uma prática em empresas que possuem um processo de software institucionalizado. Se você deseja institucionalizar um processo em sua empresa, a inserção de um padrão de código pode ser um bom começo. Os futuros programadores só terão contato com uma padronização de código no mercado de trabalho, isto se empresa utilizar tal artefato. Infelizmente, eles não levam esta prática para o mercado, pois a maioria não terá um contato direto com um padrão de código nos bancos universitários. A padronização de código é apresentada aos alunos, geralmente pelos professores da área engenharia de software, de maneira isolada. Infelizmente este conceito não é disseminado pelas disciplinas de Linguagem Técnica de Programação, Estrutura de Dados, Programação Avançada, Programação Orientada a Objetos, etc. Faça uma pesquisa com os seus professores e comprove.

Existe algum padrão de código amplamente utilizado pelas empresas brasileiras?

Vou me dar o direito de retirar a palavra amplamente da pergunta. Sim. Existem empresas que utilizam o Java Code Convention. Algumas delas adaptaram este padrão para a sua realidade. Outras definiram o seu próprio padrão de código.

Qual o melhor padrão de código para você?

SE o padrão de código utilizado por você ou por sua empresa contempla a padronização: 1 – de nomes; 2 – de comentários; 3 – do tamanho das linhas; 4 – da denominação de variáveis, classes, funções; 5 – das estruturas de decisão e de repetição; 6 – da quantidade de linhas em branco deixadas entre os segmentos; etc. ENTÃO este é o melhor padrão.

Quais as principais vantagens de se utilizar um padrão de código?

As diferenças no estilo de programação dificultam a compreensão do código pelos membros da equipe e, conseqüentemente, a manutenção deste código também será comprometida. Procure adotar um padrão que seja fácil e simples. Ao identificar um código fora do padrão alerte toda a equipe. Coloque este código no padrão. Publique as regras do padrão que geram mais dúvidas. Ajuste o padrão para que ele se aproxime da realidade dos programadores. Com certeza o software irá ganhar um pouco mais de qualidade.

Professor, as IDEs já não padronizam o código?

As IDEs padronizam parte do código, por exemplo: o aspecto de estrutura/hierarquia. Nome de variáveis, classes, atributos, definição de comentários fica por sua conta. Por isso adotar um padrão de código é muito importante.

Pessoal, por favor, adote um padrão de código onde quer que você esteja.

José Augusto Fabri

2 Responses to “A qualidade do software passa pela padronização do código fonte”

  1. Higor Montoro Says:

    Das empresas que conheço, poucas empregam a padronização de código fonte de forma determinada ou nem possuem uma padronização definida, mas estão preocupadas em “fazer funcionar”. A adoção de padrões e a realização efetiva dos mesmos vêm da conscientização e da prática constante das regras definidas e de um ponto que vejo como de grande importância: a “Cobrança”, para posteriormente haver o hábito.
    Apesar de nos cursos de qualificação, como as faculdades e cursos técnicos, não haver, ou ser superficial, um contato prático com padronização de código fonte as empresas devem primeiro conscientizar-se de tal prática e adota-la como regra. O profissional ou discente somente empregará e seguirá a padronização caso haja cobrança, ou seja, a conscientização do indivíduo vem da experiência própria, e experiência essa que somente será atingida inicialmente, se houver a “regra a ser seguida”.

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