Desenvolvendo a atividade de teste de software – parte 2: A guerra dos testes

No post Desenvolvendo a Atividade de Teste de Software parte 1 apresentei alguma técnicas que podem (de imediato) ser implementadas pelos desenvolvedores de software. Neste texto mostrarei os passos para institucionalizar a atividade de teste unitário em uma empresa de produção de software.

1 – Apresente a importância da atividade de teste para os envolvidos com o processo.

Neste passo solicito a cada um dos colaboradores o desenvolvimento de uma interface para receber, via teclado, os dados de uma pessoa, por exemplo: código, nome, rua, número, bairro, idade e CPF. Além de receber as informações o programa deveria armazená-las em um banco de dados. Enfatizo, TESTEM O PRODUTO ANTES DE ENTREGAR PARA O CLIENTE. Terminado a atividade de programação e do “suposto teste” veja só o que ocorre.

2 – Treinamento em teste de software.

Realizada a experiência, os colaboradores têm a noção exata sobre importância da referida atividade. Todos estão ávidos para participar do treinamento em teste de software. Aproveito a deixa a apresento as concepções delineadas no post Desenvolvendo a Atividade de Teste de Software parte 1.

3 – Crie a guerra de teste

Realizado o treinamento, convido os colaboradores para um desafio, a guerra dos testes. Divido a equipe de produção em grupos. Solicito que os grupos desenvolvam um único programa. Todos os grupos devem criar os seus escudos, ou seja, validar as entradas para que os tiros (dados de testes gerados pelo outro grupo) não os atinjam.

Estabeleço um tempo para o desenvolvimento.

Sorteio quem vai disparar em quem, por exemplo: o grupo 1 dispara contra o 2; o 2 contra 3; o 3 contra o 4; e o 4 contra o 1.

Contabilizo os tiros efetuados. Vence quem acertou mais e recebeu menos tiros.

Dados gerados com a guerra

Executei a guerra dos testes algumas vezes, veja só o último resultado:

Contexto: empresarial.

3 grupos de 5 pessoas.

Um formado somente por mulheres (grupo 1).

Um formado somente por homens (grupo 2).

E outro misto (grupo 3).

O Grupo 1 acertou 5 tiros no grupo 2 e não levou tiro algum do grupo 3.

O Grupo 2 acertou 2 tiros no grupo 3 e levou 5 do grupo 1.

O Grupo 3 não acertou tiro algum no grupo 1 e levou 2 tiros do grupo 2.

O grupo 1 foi o vencedor. Como prêmio, as garotas levaram um abadá para o carnaval 2010 (em Salvador). O prêmio foi disponibilizado pela empresa.

A institucionalização

A gerência de produção da empresa adotou guerra como prática, toda semana seria configurada uma. Além disso, as garotas que venceram foram “convidadas” a compor a célula de teste da empresa. Todas as funcionalidades geradas passarão pelo crivo delas.

Abraços

José Augusto Fabri

fabri@femanet.com.br

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