Entre o jornalista e o jornaleiro existe uma grande latrina

Neste país cansei de verificar casos em que a imprensa noticiou somente o que lhe convinha, estou falando do pior tipo de imprensa que existe – a IMPRENSA COMPRADA, econômica e politicamente. Essa afirmação pode ser comprovada de uma maneira muito simples, pesquise, em qualquer site de busca (o Google, por exemplo), o termo IMPRENSA COMPRADA e veja o resultado.

Para sustentar o título delineado para este texto vou definir, rapidamente, alguns termos simples e corriqueiros.

I Jornalista

Profissionais que lidam com notícia, dados factuais e divulgação de informações verídicas.  O jornalista é responsável por coletar e redigir informações sobre eventos atuais.

II Notícia

É um acontecimento divulgado pelos meios de comunicação. Podemos sistematizar a notícia como a matéria prima de um evento relevante que merece publicação numa mídia. Quatro fatores influenciam a qualidade de qualquer notícia:

1 – Novidade: o jornalista não deve repetir notícias já conhecidas.

2 – Proximidade: o contexto da notícia deve se aproximar de seu público (os leitores).

3 – Relevância: a notícia deve ser significativa, acontecimentos banais e corriqueiros não interessam ao público.

4 – Veracidade: o jornalista deve comprovar se a fonte de informação é confiável e se a notícia possui veracidade para ser publicada.

III Jornaleiro

É a última etapa da cadeia de produção e distribuição dos jornais e revistas materializados em mídias impressas. Este tipo de profissional trabalha no sistema de consignação, recebendo certo percentual por cada venda de jornal ou revista.

IV Latrina

Palavra utilizada como sinônimo de vaso sanitário ou sanita. Objeto usado, por seres humanos, para evacuar e urinar.

Em meu singular ponto de vista, os jornalistas que não se preocupam com a qualidade de uma notícia veiculada são considerados meros evacuadores de palavras pífias nas latrinas sociais que constituem esse país. De um lado existem pessoas que deveriam primar pela ética (os jornalistas). Na outra ponta, pessoas simples e humildes com a missão de materializar as informações em nossas mãos (os jornaleiros). No meio uma sociedade vitima das fezes propagadas pelos “latrinistas”.

Por fim, resta-me saber a qual latrina pertenço no momento que dou credibilidade a um “latrinista” qualquer.  

Abraços

José Augusto Fabri

fabri@femanet.com.br

One Response to “Entre o jornalista e o jornaleiro existe uma grande latrina”

  1. Alzimar Ramalho Says:

    Da latrina pra cozinha

    Caro Guto,

    Que leitura coerente sobre a função do jornalista e do jornalismo .
    Cabe exatamente nas nossas cercanias, como também é um alento a nós, Jornalistas, em sabermos que a sociedade sabe, sim, distinguir Jornalismo, Jornalista e Empresa Jornalística.
    Acrescentando um cent às suas observações, volto a uma pergunta, que já foi tema de artigo no jornal Voz da Terra, de Assis, quando o Supremo Tribunal Federal decidiu que, em nome da LIBERDADE DE EXPRESSÃO, para exercer o Jornalismo não é necessária formação técnica nem ética, pois “escrever em jornal é como cozinhar: aprende-se na prática”: A quem interessa a desregulamentação da profissão???

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