SOA: Nome novo para a velha teoria – parte 2

No último texto apresentei uma das raízes teóricas que originaram a orientação a objetos, recebi vários comentários e algumas questões, uma delas me chamou a atenção:

“Se eu partir do pressuposto apresentado no texto, posso concluir que SOA (arquitetura orientada a serviços) também é um nome novo para a velha teoria?”

O objetivo da arquitetura orientada a serviços é propor soluções para automatizar os processos de negócios. Aplicações que permitam aprimorar/dinamizar as tarefas manuais de uma organização são considerados elementos importantes em uma arquitetura orientada a serviços. A referida arquitetura possibilita aos usuários finais percepções e informações mais detalhadas e precisas de um processo de negócio. O acesso aos diversos níveis de informações (operacional, tático e estratégico) deve ser feito através da WEB ou por meio de um dispositivo móvel.  Pode-se dizer que SOA é fundamentada em 5 pilares:

  • Pessoa,
  • Processo,
  • Informação,
  • Conectividade,
  • Reuso de sistemas legados.

SOA possibilita o desenvolvimento de aplicações customizadas para o seu negócio, as facilidades para responder as demandas do mercado em uma economia globalizada é um benefício a ser considerado neste tipo de arquitetura.

É importante salientar que a implementação de uma estratégia consistente de componentização durante o processo de produção de software é uma das prerrogativas que delinearão o sucesso ou fracasso de uma estratégia SOA. O levantamento dos requisitos, a modelagem do processo de negócio, o desenho da arquitetura e o design das funcionalidades devem possuir grande consistência e, por fim, a reutilização de controle dos serviços já existente também faz parte das diretrizes que compõem uma arquitetura orientada a serviços.

Não quero jogar água no café de ninguém, mas ao analisar a definição apresentada concluo que:

Os analistas de sistemas trabalham com a modelagem de processos, organizam informações, estabelecem formas de conectar estações de trabalho e procuram reutilizar os sistemas já existentes a mais de 30 anos. Veja um velho e bom diagrama de fluxo de dados que você dará conta disto.  

Enfim, a evolução tecnológica é eminente e deve ser considerada (surgimento da WEB e dos dispositivos movéis), porém a quebra de um paradigma teórico não ocorre todo dia. Projetar uma aplicação orientada a serviços é sinônimo do desenvolvimento orientado a processo. Nome novo para a velha teoria.

Abraços

J. A. Fabri

fabri@femanet.com.br

One Response to “SOA: Nome novo para a velha teoria – parte 2”

  1. Olá, José
    Acompanho seu blog algum tempo, e gosto muito dele. Parabéns.
    Seguindo essa idéia de nome novo para velhas teorias, atualmente surgiram algumas metodologias de desenvolvimento que derivam do RUP, como Scrum, XP, entre outras.
    Já ouvi algumas pessoas criticam o RUP (que na minha visão é muito bom, porem é uma metodologia de desenvolvimento pesado e que é aplicado para projetos e equipes grandes) e falam que essas novas metodologias são a salvação diferente do RUP (que na minha visão, elas nada mais são do que a utilização de algumas técnicas do RUP aplicadas a outro tipo de ambiente, ou seja, puxa de um lado aperta do outro, mas no fundo sua essência delas é o RUP).

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: