Sem tempero um ponto por função não tem sabor

Este post apresenta como trabalhar os pontos por função em um curso de graduação, de pós-graduação ou de extensão.

Primeiro apresente a técnica de contagem para os seus alunos.

Divida os alunos em grupos.

Solicite que cada grupo conte os pontos por função em um software já desenvolvido e documentado por um ou mais integrantes do grupo. A contagem feita sobre o software tende a ser mais exata (linha A da tabela).

Os grupos também devem mapear a quantidade de linhas de código junto aos seus projetos (linha C da tabela).

Rotacione a documentação do software entre os grupos e solicite uma nova contagem. Perceba que o grupo irá contar pontos através de um documento e os desenvolvedores não participarão ativamente da contagem (linha B da tabela).

Efetuada as duas contagens, compartilhe os resultados com todos. Veja os resultados que colhi realizando esta experiência no mês passado.

A

projeto1

projeto2

projeto3

projeto4

projeto5

B

grupo 5 contando proj 1

grupo 1 contando proj 2

grupo 2 contando proj 3

grupo 3 contando proj 4

grupo 4 contando proj 5

C – qtde linha de códgio

Java 5898

ASP.NET 8193

Contagem da linha A

248

117

196

194

114

Contagem de linha B

132

126

185

182

113

Nota: É importante que você, enquanto professor, valide a contagem dos grupos. Fique atento e verifique se os alunos estão utilizando a técnica corretamente.

Ao analisar a tabela é possível perceber que o grupo 2 (detentor da documentação e do software implementado) mapeou 117 pontos por função, enquanto o grupo 1 (aquele que analisou somente a documentação) mapeou 126. Perceba que o software em questão foi desenvolvido na tecnologia Java e possui um total de 5898 linhas de código.

De posse de tais números é possível materializar questões interessantes: Qual o significado real de um ponto por função para o grupo de profissionais que desenvolvem software? O que fazer com estes números (total de pontos por função e linha de código)? Neste caso específico, por que houve tanta discrepância entre a contagem dos grupos 1 e 5? Por que a discrepância para os demais grupos foi menor? Por que existe discrepância? A contagem não deveria ser a mesma para todos os produtos, pois todos profissionais tiveram acesso ao mesmo documento de especificação? Qual a relação dos pontos com o restante do projeto? No mundo real o software não possui escopo fechado, no início do projeto o cliente exige um orçamento, o que fazer? Neste último caso como contar os pontos?

Abraços

José Augusto Fabri – fabri@utfpr.edu.br

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