Estimativa de tamanho do projeto e o modelo de processo de software

Pessoal, existe uma relação direta entre estimativa de tamanho do projeto de software  e o modelo de processo.

Para validar a proposição, vou utilizar dois exemplos bem simples.

1 – Suponha que você tenha que desenvolver um software que possui duas funcionalidades apenas. Para desenvolvê-lo você optou pelo modelo (de processo) cascataa pequenez do projeto favorece a escolha deste modelo. Você irá levantar todos os requisitos (lembre-se que você possui somente 2) junto ao seu cliente, elaborar todo o projeto, implementar o software, testar e implantar. Após a execução da fase de projeto você terá uma estimativa (quase que real) do software a ser desenvolvido, pois todos os requisitos foram levantados.

2 – Agora suponha que você tenha que desenvolver um software que possui 100 funcionalidades. Para desenvolvê-lo você optou pelo modelo incremental. Durante a coleta de requisitos você irá agrupar funcionalidades semelhantes gerando pequenos módulos, estes, por sua vez, serão projetados, implementados, testados e implantados. Após a implantação você irá refinar os requisitos do próximo módulo, e inseri-los novamente no ambiente de produção. Perceba que você terá uma estimativa (quase que real) do módulo. Módulos do final de fila tendem tornar a estimativa mais nebulosa. Neste caso surge a seguinte pergunta:

Na maioria das vezes iremos implementar software com muitas funcionalidades. Dentro deste contexto é possível estabelecer uma estimativa de tamanho próximo do real para o software?

Aceito sugestões para configurar minha resposta.

Até a próxima

J. A. Fabri – fabri@utfpr.edu.br

One Response to “Estimativa de tamanho do projeto e o modelo de processo de software”

  1. Matheus Cardoso Says:

    Em Eng. Soft. temos ‘n’ técnicas para estimar tempo, como é sabido pelos leitores deste blog. Mas estimativas sempre serão aproximadas, correndo o risco probabilístico de errar por pouco (ou muito) ou sobrar tempo. Se a equipe não tiver engenheiros seniores que possam ditar , com suas experiências, as análises de tempo dos requisitos, nos sobra estimar tempo com coisas como Pontos de Função, Estimativas Ágeis (Poker), uso de histórico (assumindo que outros projetos de naturezas similares já tenham sido desenvolvidos e se tenha um banco de dados com esses registros de tempo), dentre outros. Penso que, independente da técnica, o foco é diminuir o máximo possível a margem de erro.

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