O roteamento (ou distribuição) da produção em um projeto de software

Produzir software cada vez mais rápido com um custo reduzido e com maior qualidade caracteriza-se como fator determinante dentro de um mercado altamente competitivo. Existem vários modelos de processo, de qualidade e de gestão que provêm práticas consolidadas focadas em questões de produtividade. Porém, a maioria destes não foca questões relacionadas à produção distribuída. Questões relacionadas ao roteamento da produção são muitas vezes tangenciadas (ou desprezadas) pelos referidos modelos. Dentro deste contexto questiona-se:

Quais os atributos que devem ser considerados no momento que se deseja distribuir (ou rotear) a produção de um produto caracterizado como software?

A produção distribuída de software é concretizada por meio de um grupo de empresas (ou desenvolvedores) que trabalham em conjunto durante o desenvolvimento de um projeto. Durante o roteamento da produção alguns atributos devem ser considerados:

  • Qualidade: A organização responsável por parte da produção deve possuir características sólidas de qualidade. O nível de satisfação no atendimento dos requisitos, a capacidade de integração do produto são questões que devem ser mapeadas no momento de rotear.
  • Tempo de produtividade: Não basta possuir um padrão de qualidade sólido, as organizações que recebem parte da produção devem atender a demanda rapidamente. Lembre-se que em mercado altamente competitivo a qualidade deve vir aliada a velocidade na entrega.
  • Custo: Possuir políticas sólidas e eficazes para determinar o custo de produção é um fator que deve ser considerado na matriz (entidade que detém a responsabilidade pela execução do projeto) e nas filiais (entidades subcontradas para produzir parte do software).
  • Segurança e sigilo de informações: Um ambiente seguro que acondicione todo o modelo de negócio e atributos do projeto deve ser uma constante na matriz e nas filiais.
  • Cultura: Matriz e filiais devem alinhar nas questões ligadas a cultura organizacional – empresas de culturas diferentes não conceberão a integridade no projeto.
  • Comunicação: O protocolo de comunicação entre matriz e filiais deve ser claro, conciso e consistente. Ambas devem respeitar o protocolo delineado para que a comunicação ocorra com o mínimo ruído.
  • Sincronização: Matriz e filial devem buscar um sincronismo de produção. É importante que ambas tenham subsídios para equalizar questões de processo e de projeto.
  • Processo: O processo de produção deve ser delineado e institucionalizado na matriz e nas filiais.

Lembre-se, o roteamento da produção pode maximizar produtividade desde que os atributos sejam mapeados na matriz e nas filiais. Caso contrário, aconselho a desenvolver o produto sem qualquer nível de distribuição.

 Abraços

Fabri – fabri@utfpr.edu.br

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