Canvas para esboçar de trabalhos acadêmicos

Posted in off topic on March 10, 2015 by José Augusto Fabri

O Canvas é uma ferramenta de gerenciamento. Seu objetivo é esboçar modelos de negócio novos ou existentes. O Canvas pode ser considerado um mapa visual pré-formatado contendo 9 blocos de determinado modelo de negócios. O Canvas foi proposto por Alexander Osterwalder baseado no seu trabalho anterior sobre Business Model Ontology.

Estou sugerindo aos meus orientados de iniciação científica, de trabalho de conclusão de curso e de mestrado que elabore o Canvas para trabalhos acadêmicos. Nesta proposta podemos obter um refinamento rápido e prático do esboço do trabalho acadêmico.

Utilize a adaptação proposta a vontade.

José Augusto Fabri

Qual é a sua luta no dia 15 de março?

Posted in off topic on February 26, 2015 by José Augusto Fabri

Nos últimos dias vem crescendo o movimento 15 de março. O movimento ganhou força com a greve dos caminhoneiros. Este movimento tem como objetivo pedir o Impeachment da Presidente Dilma. Será que essa seria a nossa verdadeira luta?

Para responder esta questão temos que entender, minimamente, como funciona o Sistema Político Brasileiro.

O Brasil se caracteriza como uma Republica Federalista Presidencialista. República, porque o Chefe de Estado é eletivo e temporário. Federativa, pois os Estados são dotados de autonomia política. Presidencialista, porque ambas as funções de Chefe de Governo e Chefe de Estado são exercidas pelo Presidente.

O Poder do Estado Brasileiro é dividido entre órgãos políticos distintos. Adotamos um modelo semelhante ao apresentado por Charles de Montesquieu em seu livro “O Espírito das Leis” (1748), ou seja, temos três grandes órgãos ou poderes:

Executivo: exercido pelo Presidente.

Legislativo: exercido pelo Congresso Nacional (513 deputados e 81 senadores)

Judiciário: exercido pelo Supremo Tribunal Federal (11 juízes).

A função do  Executivo é bem simples, fazer as leis funcionarem. O presidente pode vetar ou sancionar leis criadas pelo poder Legislativo e editar medidas provisórias.

O Legislativo tem a responsabilidade de idealizar as leis e julgar as propostas do presidente. O parlamento brasileiro é bicameral – é composto por duas “casas”: a Câmara dos Deputados e o Senado. Qualquer projeto de lei, primeiramente, deve passar pela Câmara e depois, se aprovado, pelo Senado.

O Poder Judiciário tem como objetivo interpretar as leis e fiscalizar o seu cumprimento. O mesmo é composto por 11 juízes, escolhidos pelo presidente e aprovados pelo Senado.

O modelo apresentado também é instanciado nos estados e municípios. Elegemos Governador, Deputado Estadual (no Brasil temos 1.059), Prefeito e Vereadores (cerca 56.000).

De posse das informações que caracterizam o Sistema Político Brasileiro, vamos à questão que motivou o desenvolvimento deste texto:

Qual é a sua luta no dia 15 de março?

Atualmente, um deputado custa R$ 166.512,09 por mês. Este valor multiplicado por 513 gera um gasto mensal para união de  R$ 85.420.702,17, sem multiplicarmos esse montante por 48, teremos o custo de uma legislatura: R$ 4.100.193.704,16.

Não esqueça que temos o Senado, as  Assembleias legislativas e as Câmaras de Vereadores – é muita gente para legislar [as vezes em causa própria] e muito dinheiro gasto para sustentar essa máquina.

Quem é seu representante no legislativo? É…, aquele que você votou nas eleições de 2014? Você lembra quem é o seu Deputado Federal, Deputado Estadual e Vereador? Pode ter certeza que a maioria da população brasileira não lembra.

Que pena… a culpa da crise é do FHC, do Lula, da Dilma, seria do Aécio, da Marina ou do Eduardo Campos?

Para a população, a culpa sempre é do Presidente…

A culpa é nossa…

Dentro deste contexto acredito que TODOS temos que lutar primeiro por uma reforma política e depois por uma reforma tributária (este é tema para outro texto). Não defendo uma reforma de modelo e sim na sua forma de instanciação.

É necessário diminuir o número de deputados federais e estaduais e vereadores.

É necessário termos um congresso bicameral? Podemos discutir amplamente este tema.

Voto Distrital.

O Voto Distrital se caracteriza como um sistema eleitoral que irá melhorar a forma como você elege um político e acompanha o que ele faz.

Com o Voto Distrital eliminamos o coeficiente eleitoral.  Este é o número que cada partido ou coligação necessita alcançar para conseguir uma cadeira no Legislativo (ou Parlamento).

Calculo do coeficiente eleitoral:

Divide-se o número de votos válidos pelo número de cadeiras em disputa. Se tivermos 100 mil votos e 10 cadeiras no parlamento o coeficiente é 10 mil. Exemplo: Se um candidato a deputado do partido X tiver 40 mil votos, o partido tem o direito a 4 cadeiras no parlamento.  Se o partido X tiver mais 6 candidatos, 3 deles com 1 voto, 3 com zero, temos 3 candidatos  eleitos com 1 voto.

Mais de 90% dos deputados são eleitos sem serem os mais votados.

No voto distrital os estados são divididos em pequenas regiões. Cada partido apresenta um candidato por distrito a deputado, o mais votado é eleito.  Os eleitos devem prestar contas sistematicamente no seu distrito. Todos devem acompanhar o trabalho dos eleitos.

100 distritos no País.

Cada distrito deve representar um número equilibrado de eleitores, dentro deste contexto um voto no Acre deixa de possuir um maior peso se comparado com um voto no Paraná.

Reduzir o número de vereadores e deputados estaduais.

É muita gente para legislar.

Se eleito, o deputado deve passar por uma prova para comprovar que possui conhecimentos políticos.

Sim, isso evita os palhaços puxadores de voto.

Tem muita gente que vota nestes palhaços por protesto, e estas pessoas querem me dizer que não tem culpa.

A culpa é nossa…

Reduzir o custo de um deputado.

R$ 166.512,09 por mês para cada deputado federal é muito.

Reduzir o número de ministérios

Atualmente temos 39  – o segundo maior número de ministérios no mundo. Os EUA tem 15 o Chile 20.

Custo dos ministérios é de R$ 58 bilhões por ano.

Isso vai enxugar as contas públicas e a “máquina executiva”.

Consegui lembrar destes:

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento; Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação; Ministério da Cultura; Ministério da Defesa; Ministério da Educação; Ministério da Fazenda; Ministério da Integração Nacional; Ministério da Justiça; Ministério da Previdência Social; Ministério da Saúde; Ministério das Cidades; Ministério das Comunicações; Ministério das Relações Exteriores; Ministério de Minas e Energia; Ministério do Desenvolvimento Agrário; Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior; Ministério do Esporte; Ministério do Meio Ambiente; Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão; Ministério do Trabalho e Emprego; Ministério do Turismo; Ministério dos Transportes; Secretaria da Micro e Pequena Empresa; Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República; Gabinete de Segurança Institucional; Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República; Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República; Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial; Secretaria de Políticas para as Mulheres; Secretaria-Geral da Presidência da República; Controladoria-Geral da União; Advocacia-Geral da União; Banco Central do Brasil e Casa Civil.

Selecionei alguns que acho importante.

Política de estado

A política de governo se configura de maneira unilateral e muitas vezes restrita. Desenvolver política de estado possui uma complexidade muito maior. Para conceber esta vertente política é necessário mobilizar a esfera técnica da máquina pública, representante de instituições não governamentais, autarquias, fundações, ONGs, parlamento e demais grupos organizados. As discussões devem focar a relação entre custo, benefício, efetividade social na correção de distorções.

Praticar política de estado requer mobilização. A sociedade civil deve participar ativamente de todo processo de discussão.

Concluindo…

Gostaria de salientar que sou totalmente avesso a esta corrupção que assola o país. Isso vai muito além da Presidência  da República, independente quem é o presidente.  Volta a afirmar, a culpa não é de quem voltou em X ou Y para presidente em 1998, 2002, 2006, 2010 e 2014, a culpa é nossa que não sabemos lutar pelas grandes causas, não somos educados e muito menos politizados.

Pense nisso e aponte pontos substanciais para as reformas: POLÍTICA e TRIBUTÁRIA.

José Augusto Fabri  – fabri@utfpr.edu.br

Mapa conceitual representando conceitos de processo de software

Posted in processo de produção de software with tags , on February 14, 2015 by José Augusto Fabri

Pessoal,

Compartilho o mapa conceitual representando conceitos de processo de software. O mapa foi desenvolvido em uma das aulas de engenharia de software da UTFPR campus CP.

mapaProcessSw

Prof. Fabri – fabri@utfpr.edu.br

Mapas conceituaia apresentando as técnicas para redação de um artigo científico

Posted in off topic with tags , on February 7, 2015 by José Augusto Fabri

Pessoal,

Desenvolvi 3 mapas conceituais com o objetivo de apresentar técnicas para redação de artigos. As mapa são baseados guia de desenvolvimento de artigos, publicado pelo grupo Stela – Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Gestão do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina.

O mapa pode ser visualizado abaixo.

artigos

artigos1

 

 

 

 

artigos2

 

 

 

 

 

 

 

 

J. A. Fabri – fabri@utfpr.edu.br

Gerente de Projetos e Escritórios de Projetos

Posted in gestão de projetos on December 2, 2014 by José Augusto Fabri

Diferença entre o Gerente de Projetos e Escritório de Projetos – por Ricardo Vargas.

Instanciadas as Práticas XP aliadas ao Scrum em um projeto

Posted in processo de produção de software on November 4, 2014 by José Augusto Fabri

figuraPessoal, no último post o Scrum incorporou algumas práticas do XP. Neste texto iremos instanciar o modelo genérico (vide figura ao lado) em um projeto de software. O projeto tem como meta desenvolver um software para controle de uma clínica médica.

Para apresentar o modelo instanciado vou assumir que a minha Product Backlog está configura e conta com os seguintes itens:

Agendar consultas; Cadastrar Cidades; Cadastrar Convênios; Cadastrar Exames; Cadastrar Laboratórios; Cadastrar Médicos; Cadastra Pacientes; Consultar Pacientes; Emitir Relatório de Pacientes por Clientes; Emitir Relatório Gerado na Consulta; Habilitar Convênios Médicos; Habilitar Exames; Realizar Pré-Consultas.

Iremos utilizar os Cartões de Estórias (vide quadro 1) para formatar um dos itens da Product Backlog. Importante, em nosso projeto teremos um total 13 cartões como este. Nota: É possível utilizar as Metáforas para definir o conteúdo das Estórias (não iremos retratar como construir uma Metáfora neste texto).

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Item da Product Backlog: Emitir Relatório Gerado na Consulta

A emissão do relatório gerado na consulta tem como objetivo apresentar ao paciente os exames que ele necessita realizar, quais são os laboratórios habilitados a realizar esses exames, os medicamentos que ele deve consumir, informações sobre o exame clínico: peso, altura, pressão, circunferência abdominal. O relatório é emitido logo após a consulta. Os dados que constituem o relatório são gerados pelo médico durante a execução da consulta.

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Quadro 1 – Cartão de Estória

De posse dos cartões é necessário definir quantos (e quais) irão compor a Sprint. Neste momento a prática Jogo do Planejamento é instanciada (quadro 2).

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Jogo do planejamento

Minha equipe é capaz de produzir 4 Estórias a cada Sprint (duração de minha Sprint é de 2 semanas).

O Product Owner priorizou 5 Estórias: Emitir Relatório de Pacientes por Clientes; Emitir Relatório Gerado na Consulta; Habilitar Convênios Médicos; Habilitar Exames; Realizar Pré-Consultas.

Durante a negociação o Scrum Master argumentou que não era possível emitir qualquer tipo de relatório sem antes armazenar as informações de médicos  e pacientes. O mesmo ocorre com as consultas, pré-consultas e habilitação de exames.

Scrum Master e Product Onwer chegam a um acordo, a Sprint terá 4 Estórias: Cadastrar Cidades; Cadastrar Convênios; Cadastrar Exames; Cadastrar Laboratórios.

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Quadro 2 – Jogo do Planejamento

Realizado o Jogo do Planejamento teremos a nossa Daily Scrum Meeting (vide a ilustração desta reunião no quadrinhos abaixo). Perceba que a Daily Scrum Meeting é formatada seguindo as prerrogativas do Stand-up Meeting (reunião em pé).

daily scrum meeting

Percebam (nos quadrinhos) que a respostas dos pares são as mesmas. E nenhum integrante do Scrum Team aponta dificuldades.

Após a realização da Daily Scrum Meeting os pares (Pair Programming) iniciam a construção das funcionalidades (Pair Programming) espelhadas nos Cartões Estórias, utilizando esse Padrão de Código. Um dos Pares observou que algumas funcionalidades desenvolvidas em outro produto não respeitavam a Padronização de Código e partiram para um processo de Refabricação da referida funcionalidade. Esta percepção ocorreu porque o Par utilizou a prática de reuso para construir o Cadastro de Cidades.

Outra prática importante delineada pelo par é o Design Simples (esta não será ilustrada neste texto).

Ao término da Sprint um incremento do produto foi entregue ao Product Owner.

Todo o ciclo de produção proposto do Scrum foi percorrido.

Fabri – fabri@utfpr.edu.br

Práticas XP dentro do Scrum

Posted in processo de produção de software on October 29, 2014 by José Augusto Fabri

O Scrum é um processo de produção iterativo e incremental para gerenciamento de projetos e desenvolvimento ágil de software (e de qualquer outro projeto). Geralmente o Scrum é adotado por uma equipe de desenvolvimento de produtos.

O Scrum pode ser encarado como um framwork com objetivo de organizar um conjunto de tarefas a ser realizadas objetivando a execução de um projeto.

No Scrum todas as tarefas são aglutinadas na Product Backlog – este artefato é caracterizado como uma lista de tudo aquilo que é necessário para executar o projeto.

A Product Backlog é fracionada, gerando listas menores – as Sprints Backlog. Estas listas são inseridas nas Sprints.

As Sprints caracterizam como ciclos temporais de trabalho, a duração de cada Sprint é de 2 a 4 semanas.

Diariamente, os envolvidos com o projeto realizam as Daily Scrum Meeting – reuniões diárias com o objetivo de verificar, junto aos membros da equipe (Scrum Team):

  1. O que você foi feito ontem?
  2. O que você vai fazer hoje?
  3. Existe algum impedimento?

Importante: Todos os membros Scrum Team devem participar destas reuniões.

Após o término das Sprints, o proprietário do produto (Product Owner) recebe parte do produto pronto gerado pelo projeto. É importante salientar que esta parte deve possuir um valor agregado.

Outro fator a ser destacado, o Scrum prevê também quw todo o projeto seja gerenciado pelo Scrum Master (“responsável por garantir que o Scrum Team se orienta pelos valores e práticas do Scrum”).

Programação extrema (do inglês eXtreme Programming – (XP)), é uma metodologia ágil para equipes pequenas e médias e que irão desenvolver projetos com requisitos vagos e em constante mudança. A estratégia de constante acompanhamento e realização de vários pequenos ajustes durante o desenvolvimento de software é uma constante na metodologia.

O XP possui práticas interessantes, este texto destaca:

Produção em Pares: O colaborador nunca trabalha sozinho. Sempre existem dois colaboradores (o piloto e o navegador) trabalhando, ao mesmo tempo, em um mesmo problema.

Padronização:   A utilização de um padrão é uma prática em empresas que possuem um processo institucionalizado.

Refabricar: Esta prática recomenda tudo àquilo mal formulado sofra a nova fabricação, isto é, o artefato do projeto deve ser reescrito.

Metáfora: Formalmente, metáfora é uma figura linguística, em que há a substituição de um termo por outro, criando-se uma dualidade de significado. A metáfora é utilizada para explicar a ideia central do projeto de forma simples e objetiva. A utilização de metáforas aumenta a comunicabilidade com o cliente.

Design Simples: Desenvolva somente aquilo que foi solicitado. Não especule, a produção de especulada, na maioria das vezes, não é utilizada pelo cliente.

Jogo do Planejamento: Nas práticas ágeis as necessidades dos clientes são mapeadas em cartões de estórias. O cliente recebe um cartão, daqueles que você compra em uma livraria e nele é escrito tudo que uma determinada funcionalidade deve conter. O cliente juntamente com a equipe irá mapear o sequenciamento para o desenvolvimento das funcionalidades definidas nos cartões.

Reuniões em pé. Para agilizar o processo, todas as reuniões devem ser realizada em pé e possuírem horário de início e término. As reuniões não devem ultrapassar 30 minutos.

Após apresentar uma visão do Scrum e do XP, o texto propõe por meio de uma figura genérica a inserção das práticas XP dentro do Scrum.

figura

Perceba que as práticas do XP são grafadas em retângulos azuis, elas são inseridos no Scrum por meio das setas, por exemplo:

A metáfora pode ser aplicada na construção da Product Backlog;

As reuniões em Pé podem ser utilizadas para agilizar o Daily Scrum Meeting.

Por fim é importante salientar que a figura pode ser instanciada para qualquer tipo projeto objetivando a sua construção de forma organizada, padronizada, qualitativa e ágil.

José Augusto Fabri – fabri@utfpr.edu.br

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