Planning Poker: estimativas em processo ágeis.

Posted in gestão de projetos on January 26, 2012 by José Augusto Fabri

Pessoal, muitos alunos e profissionais que atuam no mercado de desenvolvimento de software me questionam sobre as estimativas nos processo ágeis (XP, scrum … ).

Um processo ágil é alicerçado pelo modelo evolucionário presente na engenharia de software. Neste modelo de processo o projeto parte de um núcleo de desenvolvimento, algumas funcionalidades básicas são implementadas e apresentadas ao usuário, este, por sua vez, acrescenta novas funcionalidades ao projeto, caracterizando assim a evolução do projeto de software. Os processos ágeis partem do referido modelo e implementa aquilo que eles chamam de feedback constante.

As estimativas em qualquer projeto são de extrema importância, é a partir delas que uma equipe define o tempo e esforço necessários para a execução de uma atividade determinada pelo processo. É importante salientar que em qualquer processo de software estimar não é uma tarefa fácil.

1) Dificuldades técnicas, como por exemplo, o surgimento de uma nova tecnologia e o desconhecimento da equipe frete a este fato;

2) freqüentes mudanças na equipe;

3) a falta de conhecimento sobre o que será desenvolvido e;

4 – freqüentes mudanças no escopo do projeto…

São problemas eminentes na execução das estimativas.

Toda e qualquer estimativa direciona o tamanho (volume de trabalho) e a duração (tempo necessário para execução do trabalho). Lembrando que a duração é uma medida ligada ao tamanho e a capacidade técnica (velocidade) da equipe.

Uma alternativa para estimar dentro dos processo ágeis, dentre muitas, é utilizar a planning poker (planejando a partir das cartas). O planning poker é uma forma de estimar que envolve todos os envolvidos com o desenvolvimento de uma determinada funcionalidade. Para executá-lo:

1 – Defina uma unidade de medida para a sua equipe de software: por exemplo, hora de trabalho.

2 – Reúna todos os envolvidos da equipe que irão trabalhar em uma determinada funcionalidade.

3 – Cada envolvido possui um conjunto de cartas nas mãos, cada carta contém um número. As cartas são as mesmas para todos os membros da equipe.

4 – Faça a leitura da especificação da funcionalidade.

5 – Solicite que cada membro da equipe escolha uma carta, ela irá representar a quantidade de horas necessárias para o desenvolvimento da funcionalidade.

6 – Se todas as cartas forem iguais, por exemplo: 3,  o tempo para o desenvolvimento, segundo os desenvolvedores, será de 3 horas. Fim do jogo.

7 – Se existirem divergência nas cartas solicite que os desenvolvedores que apresentaram os menores e maiores números justifiquem suas decisões.

8 – Retorne ao passo 4.

Por fim, desenvolva uma base de estimativas, armazene nela:

1) a especificação da funcionalidade;

2) o tempo e esforço (quantidade de pessoas) necessários para o desenvolvimento (lembrando que estes números foram definidos segundo a experiência da sua equipe) e;

3) o tempo e o esforço real, medida capturada após o desenvolvimento da funcionalidade. Consulte constantemente esta base, ela pode nortear a definição de novas estimativas.

José Augusto Fabri – Universidade Tecnológica Federal do Paraná (fabri@utfpr.edu.br)

Astah – versão 6.5.1

Posted in astah on January 5, 2012 by José Augusto Fabri

Pessoal,

A Change Vision disponibilizou no final de 2011 uma nova versão do astah (nos mais diversos sabores – professional, community, uml …). Neste post reporto as principais melhorias:

  • Novas APIs que auxiliam no desenvolvimento dos plugins.
  • API que possibilita a customização/personalização dos ícones nos mapas mentais.
  • Os mapas mentais possibilitam a apresentação de relações aninhadas.
  • O astah-command.bat possibilita a exportação de diagramas na versão community.
  • Melhoria da performance do Usage Data Reporting.

Em minha concepção o astah atende a grande parte das necessidades de um processo de software, quem não experimentou a ferramenta, principalmente na versão professional, vale à pena conferir.

Atenciosamente.

José Augusto Fabri

Universidade Tecnológica Federal do Paraná

fabri@utfpr.edu.br

Adaptando as necessidades de Maslow na relação entre consumidor e empresa

Posted in gestão do conhecimento on January 4, 2012 by José Augusto Fabri

pirâmide de maslow

Pessoal, neste texto adapto as 5 necessidades de Maslow na relação entre um consumidor e uma empresa. Vale a pena confeir.

Abraham Maslow defende que existe um conjunto com cinco necessidades que um ser humano necessita sanear.  Fisiológicas: fome, sono, sede e abrigo. Segurança: física e econômicas, por exemplo: conseguir um emprego estável. Sociais: pertencer a um determinado grupo de pessoas ou ser associado de um determinado clube. Estima: reconhecimento de nossas capacidades pessoais e o reconhecimento dos semelhantes em face à capacidade laboral que desempenhamos. Auto-realização: O ser humano sente a necessidade de progredir rumo à realização plena de seu potencial. Neste caso existe a necessidade que o seu trabalho esteja à altura de seus talentos e habilidades.

A adaptação:

1 – Relação fisiológica: Empresa e consumidor não possuem um forte comprometimento, o consumidor mantém a relação pura e simplesmente por falta de opção. A inexistência de empresas concorrentes alicerça a relação fisiológica. Se sua relação com o consumidor encontra-se neste patamar, mexa-se, pois em breve a concorrência aparecerá e seu relacionamento apodrecerá.

2 – Relação de segurança. A relação entre empresa e consumidor ultrapassou o âmbito fisiológico, a concorrência é pequena e o produto ou serviços prestados pela sua empresa ainda possuem credibilidade junto ao mercado. Neste relacionamento o tempo ainda joga a seu favor. Sua empresa se posiciona, erroneamente, em uma zona de conforto, se esforce para atingir o próximo nível – SAIA DA ZONA DE CONFORTO.

3 – Relação de sociabilidade: Neste tipo de relação o consumidor não identifica mais o produto e sim a marca, é o que acontece com o Bombril, você conhece alguém que compra esponja de aço? Neste caso a sua marca é bastante sólida junto ao consumidor, a relação é duradora e a socialização do produto foi massificada junto ao mercado. Porém ninguém se auto-realiza utilizando a esponja de aço.

4 – Relação de reconhecimento: Esta relação é baseada na inovação que sua empresa proporciona aos consumidores, lembrando ainda que sua marca ultrapassou a relação de sociabilidade. Neste âmbito podemos aplicar a seguinte equação: Reconhecimento = sociabilidade + inovação. É como ter um iPhone da Samsung.

5 – Relação de auto-realização: Os produtos ou serviços proporcionam o crescimento profissional e potencializam os consumidores. Aspectos ligados a inovação, sociabilidade foram ultrapassados a um bom tempo. A empresa quebra paradigmas de consumo, a invenção e a criatividade movem os pilares desta relação.

Em que nível sua empresa se encontra?

Fabri – fabri@utfpr.edu.br

Os números de 2011

Posted in off topic on January 2, 2012 by José Augusto Fabri

Os duendes de estatísticas do WordPress.com prepararam um relatório para o ano de 2011.

Aqui está um resumo:

O Madison Square Garden, em New York, possui 20.000 lugares. Este blog foi visitado cerca de 62.000 vezes em 2011 ou seja…

Clique aqui para ver o relatório completo

Material do curso de astah professional

Posted in astah on December 16, 2011 by José Augusto Fabri

pessoal, no último dia 19 de novembro, ministrei o curso de astah professional, junto aos alunos da utfpr, campus cornélio procópio. gostaria de compartihar com a comunidade todo o material utilizado no curso. fiquem a vontade para utilizar o meterial e replicar o curso nas instituições de ensino e empresas. qualquer dúvida, estou a disposição.

abraços

josé augusto fabri – fabri@utfpr.edu.br – universidade tecnológica federal do paraná.

Uma alternativa ao RUP – o OPEN – UP

Posted in processo de produção de software on December 14, 2011 by José Augusto Fabri

Pessoal, compartilho com vocês uma alternativa em relação ao processo unificado da Rational, o OPEN UP – vale pena dar uma olhada.

Abraços

fabri – fabri@utfpr.edu.br

7a Edição do Curso de Especialização Java da UTFPR-CP (Pós-Graduação “Lato-Sensu”)

Posted in off topic on December 7, 2011 by José Augusto Fabri

O VII Curso de Especialização em Tecnologia JAVA pretende qualificar profissionais a desenvolver sistemas corporativos que incluam tecnologia de sistemas e componentes distribuídos, serviços Web, tecnologia wireless e demais e desenvolvimentos de sistemas, utilizando para isso a tecnologia Java.

ORACLE ACADEMY (http://academy.oracle.com)

Oferecemos aos alunos do curso acesso ao Oracle Academy – Advanced Computer Science. Neste acesso o aluno poderá utilizar materiais, softwares, treinamentos on-line em suas atividades para o melhor desenvolvimento de suas habilidades, atribuindo uma vantagem competitiva aos alunos do curso.

contato: posjava-cp@utfpr.edu.br

*** PRAZOS ***

Inscrições: de 20/10/2011 a 25/02/2012

Divulgação da seleção: 27/02/2012

Matrícula: de 27/02/2012 a 09/03/2012

Início do curso: 10/03/2012.

 

Aplicando a notação dos mapas mentais na gestão de projetos

Posted in gestão de projetos on November 23, 2011 by José Augusto Fabri

Nestes dois últimos meses apliquei os mapas mentais na gestão de um projeto de software. O trabalho foi realizado junto a disciplina de Gestão para Engenharia de Software, sexto semestre, do Curso de Tecnologia em Análise e Desenvolvimento de Sistemas – Universidade Tecnológica Federal do Paraná – CP. Neste post tentarei reportar, o mais fiel possível, o trabalho realizado na disciplina.

Parti de um projeto de software com a caracterização dos requisitos já estabelecida. A figura, apresentada no início deste post, materializa alguns deles.

De posse do projeto solicitei aos alunos que:

  • Desenvolvessem o diagrama de entidade e relacionamento;
  • Contassem os pontos por função do projeto e para cada requisito;
  • Desenvolvessem a estrutura analítica do projeto;
  • Projetassem as interfaces das funcionalidades (requisitos).

Além de desenvolver estas tarefas os alunos deveriam apontar: a data; o tempo utilizado (em minutos); e o responsável pela execução da tarefa. Todas estas informações foram caracterizadas por mapas mentais (vide coluna 4 – figura no início do texto).

O total de pontos por função do projeto foi caracterizado na primeira coluna e o total de pontos por função por funcionalidade na segunda – por exemplo: o requisito X, do projeto A, possui Z pontos por função.

A terceira coluna mostra a expectativa/sentimento do gestor de projeto e a data prevista para término do produto.

De posse dos artefatos gerados na atividade de projeto (EAP, DER, Projeto de Interface) os alunos partiram para o desenvolvimento do produto (coluna 4). Perceba que nesta etapa os alunos mapearam a data de desenvolvimento da funcionalidade, o tempo utilizado para o desenvolvimento e o responsável pelo desenvolvimento. A mesma sistemática também ocorreu para atividades de teste.

Perceba que as informações, em todas as atividades do processo, foram caracterizadas por meio dos mapas mentais. Com esta caracterização os alunos puderam estabelecer a produtividade da equipe: pontos por função X tempo de desenvolvimento. Estas informações são de fundamental importância para uma empresa de software, elas irão constituir-se na base histórica de projetos da empresa. Projetos futuros serão estimados a partir da base.

Concluindo:

Não importa a notação que você utilizará na gestão de projeto, o que importa realmente é que você implemente constantemente uma base histórica de projetos. Eu utilizei mapas mentais, o que facilitou a alimentação das informações do projeto. Outras estratégias também podem ser aplicadas.

Em tempo, a ferramenta utilizada para a construção da atividade foi o x-mind

Abraços

fabri – fabri@utfpr.edu.br

Ganhador do Oscar da educação fala sobre projetos educacionais

Posted in off topic on November 21, 2011 by José Augusto Fabri

Pessoal,

Tive a oportunidade de assistir ontem (20) na globo news no programa Manhattan Conection uma entrevista com Paulo Blikstein, brasileiro, professor da Stanford Universty, vencedor daquilo que os americanos chamam de “Oscar da Educação”.

Vale a pena conferir a entrevista na íntegra.

Abraços

Fabri – fabri@utfpr.edu.br

curso de astah professional – material

Posted in astah on November 18, 2011 by José Augusto Fabri

pessoal,

disponibilizo todo material do curso de astah professional, o curso ocorrerá neste sábado (19) na utfpr-cp a partir das 8h, sala k3.

material pode ser acessado pelo link: http://p.astah.net/a/2rcnrlok

abraços.

fabri – fabri@utfpr.edu.br

Follow

Get every new post delivered to your Inbox.